Da Redação – Luis Vinicius Foto: Reprodução
“Ele alega que foi a única ideia que ele teve. Ele disse que ao perceber que o corpo não caberia na moto e sem ter outra maneira de carregar ele resolveu amarrar a corda no pescoço e arrastar pelas ruas da cidade. Após o crime, ele voltou ao local do crime, lavou a casa com pano de chão. A ideia era se livrar do corpo”, disse a delegada aos jornalistas.
Wellington foi preso no fim da tarde de segunda-feira (3) em Nova Maringá (400 km de Cuiabá) ao ser encontrado em uma residência. Após a prisão, ele foi levado à delegacia onde explicou como matou a vítima.
“O suspeito alega que estava usando entorpecente com a vítima associada a álcool. Ele disse que estava cheirando cocaína e álcool com a vítima e após uma discussão ele teria voado no pescoço dela, com as duas mãos, lançado ela ao chão, batido a cabeça dela com força no chão até ela desfalecer”, detalhou.
Após matar a companheira, segundo a delegada, Wellington começou a pensar em maneias de se livrar do corpo. Para poder prender o corpo ao veículo, ele utilizou uma motocicleta. Foi devido a essa marca no pescoço que o exame de necropsia apontou marcas de esgorjamento no pescoço da vítima.
“Após o assassinato, ele entendeu que havia matado ela e que teria que tirar o corpo dali. Ele teve a ideia de pegar uma corda que ele tinha usado em um isopor e utilizado no pescoço da vítima, que foi o sinal de esgorjamento apontado pelo perito. Ele amarrou a corda no pescoço e teve a brilhante ideia de amarrar à moto e sair arrastando”.
Apesar de a motivação ter ligação com uma discussão por drogas, a delegada foi enfática em esclarecer que Wellington deverá ser indiciado pelo crime de homicídio com a qualificadora de feminicídio. Por tentar desovar o corpo, também deverá ser imputado a ele o crime de omissão de socorro.
“Ele vinha saindo com ela e nesse dia eles foram até a casa para fazer uso de entorpecente e bebida alcoólica. A morte se deu em função dela ser mulher, na condição de sexo feminino, e ele encarar ela com condição de menosprezo. É feminicídio sim”, garantiu a autoridade policial.































