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GARIMPO & LAVOURA – 1 Soja é a nova “pedra preciosa” na antiga Capital do Diamante

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Já em Pontes e Lacerda, no Oeste de MT, a produção de grãos cresce, mas o garimpo ilegal persiste

ALECY ALVES Da Reportagem
Indea-MT

De 2013 e 2023, o município, que fez história pelo garimpo, colheu 2 milhões de toneladas, conforme o levantamento da Sedec

Em municípios mato-grossenses onde a ilusão da riqueza fácil atraiu – em alguns casos, ainda atrai -, migrantes aventureiros em busca do ouro e diamante, a produção de grãos está mudando a ideia de vocação garimpeira das terras.

Em duas cidades, Poxoréu (252 km ao Sul de Cuiabá) e Pontes e Lacerda (448 km a Oeste da Capital),  as lavouras de soja também mudaram o cenário no campo.

De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimentoo Econômico do Estado (Sedec), a safra 2022/2023 desses dois municípios levou para o mundo 335 mil toneladas de grãos.

De Poxoréu, antiga “Capital do Diamante”, saíram 241 mil toneladas.Divulgação

Poxoréu - agro

Poxoréu: Hoje, com uma população estimada em 23 mil habitantes, vive da soja, gado e comércio

Lá, onde as plantações da nova “pedra preciosa” se perdem do alcance dos olhos, a produção cresceu, em média, 4,6% nos últimos 10 anos.

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De 2013 e 2023, o município, que fez história pelo garimpo, colheu 2 milhões de toneladas, conforme o levantamento da Sedec.

A perspectiva para a próxima década é de que que o grão vegetal, que é destaque na economia poxorense, supere a pecuária de leite e corte.

Vale lembrar que, mesmo nos tempos áureos do diamante, a pecuária bovina era a base da receita local.

Em Poxoréu, pode se dizer que o garimpo está inativo, mas os rastros de destruição permanecem.

Podem ser vistos pontos, próximos de áreas urbanas na sede municipal e, por exemplo, no Distrito de Alto Coité.

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Estátua do Garimpeiro, em Poxoréu, que, por muito tempo, foi conhecida como a Capital do Diamante

O município surgiu em 1924, com a chegada de retirantes atraídos pela descoberta de jazidas de diamantes, principalmente os nordestinos.

Hoje, com uma população estimada em 23 mil habitantes, vive da soja, gado e comércio.

Já Pontes e Lacerda produziu, entre 2013 e 2023, 440 mil toneladas de soja.

Em 2013, nos campos lacerdenses foram colhidas 23.400 t.

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Dez anos depois, a produção quadriplicou.

Conforme cálculo da Sedec, a safra 2022/2023 foi de 92.925 t.

A soja, porém, não é a protagonista na economia local.

A pecuária de gado de corte é a principal fonte de receita.

Segundo o último dado divulgado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), de 2023, Lacerda tem 700 mil cabeças de gado.

Com esse rebanho, o município ocupa a sétima posição no ranking estadual.

Mato Grosso é líder nacional, com mais de 34,4 milhões de animais.

A exemplo de Poxoréu, Lacerda surgiu do garimpo, mas de ouro.

O fluxo migratório para a região foi grande nas décadas de 70 e 80, na corrida pelo metal precioso, nas Serra de Santa Bárbara e do Caldeirão.

Tornou-se município em janeiro de 1981.

Hoje, a população estimada é de 52 mil habitantes.

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