Gestão individual do rebanho converte controle zootécnico em inteligência econômica, com impacto sobre produtividade, rentabilidade e rastreabilidade
São Paulo, julho de 2026 – A identificação animal deixou de ocupar um papel apenas operacional na pecuária e passou a funcionar como um ativo financeiro da fazenda. Em um ambiente de margens pressionadas e busca crescente por eficiência, individualizar cada animal significa criar base concreta para decisões que melhoram a produtividade, reduzem perdas, qualificam a gestão e fortalecem o valor econômico do rebanho e o acesso aos principais mercados.
O consultor de pecuária Adauto Franco Filho, proprietário da Precisa Consultoria e Assessoria, pontua que, quando cada animal é identificado, a fazenda passa a enxergar com precisão o que antes ficava diluído em médias do lote. “Isso permite acompanhar ganho de peso, desempenho reprodutivo, histórico sanitário, origem, movimentação e permanência no sistema”, diz.
No dia a dia do campo, a informação individual melhora a gestão produtiva, ajuda a selecionar genética superior, orienta descarte de animais menos eficientes e amplia a capacidade de produzir mais carne na mesma área, com os mesmos recursos. Adauto é enfático ao ressaltar que o controle individual permite gerar informações para tomar decisões melhores. “Cada quilo produzido carrega dentro dele genética, manejo, nutrição, sanidade e eficiência produtiva.”
A grande facilidade da identificação animal é que a ferramenta permite adaptações conforme as demandas específicas do rebanho, oferecendo múltiplas modalidades de aplicação.
Thatiane Kievitsbosch, gerente de produtos de Soluções Tecnológicas para Ruminantes da MSD Saúde Animal, esclarece que a jornada pode ter início com a identificação visual e progredir para a eletrônica. “Embora o uso de softwares seja o cenário ideal, os identificadores são gerenciáveis via planilhas de Excel. É uma tecnologia democrática e que impulsiona ganhos dentro e fora da porteira.”
Entre os benefícios porteira afora, o controle individual melhora a rastreabilidade, organiza informações para programas e protocolos de mercado, apoia exigências sanitárias e contribui para o acesso a oportunidades ligadas à exportação e a cadeias mais exigentes. Em um cenário de avanço de critérios de origem e transparência, a capacidade de demonstrar histórico e movimentação do rebanho tende a ganhar ainda mais relevância comercial.
No confinamento, a individualização também se conecta diretamente ao patrimônio da operação. “Quando o rebanho é identificado, ele deixa de ser apenas volume e passa a ser patrimônio mensurável, auditável e gerenciável”, afirma Thatiane.
Dados estratégicos
Levantamento realizado pela Precisa com 687 animais mostrou que, com o uso da pesagem individual – com os dados registrados por meio do código único do animal, derivado da identificação -, foi possível entender que o peso médio ao desmame foi de 256,3 quilos e chegou a 413,8 quilos ao sobreano, com ganho médio de 157,5 quilos no período.
Mais relevante do que a média foi a diferença entre os grupos. Os 25% superiores ficaram acima de 471 quilos aos 450 dias, enquanto os 25% inferiores ficaram abaixo de 357 quilos, uma distância próxima de 114 quilos por animal. Adauto explica que “em termos econômicos, isso representa cerca de 3,8 arrobas de diferença dentro da mesma fazenda, abrindo espaço direto para aumento de rentabilidade a partir de seleção e manejo mais precisos”.
Em outra análise da consultoria, a identificação individual permitiu comparar o desempenho dos filhos de diferentes touros usados na estação de monta de uma fazenda no Mato Grosso. Os filhos dos 20% melhores reprodutores pesaram, em média, 281 quilos aos 210 dias, ante 229 quilos entre os 20% piores, uma diferença de 52 quilos. Aos 450 dias, a vantagem subiu para 77 quilos por animal, equivalentes a 2,57 arrobas.
“Considerando o valor estimado de R$320 por arroba, o potencial adicional chegou a R$822 por cabeça. Em um lote de 500 animais, isso poderia representar mais de R$400 mil em receita potencial adicional apenas pela escolha genética correta”, esclarece Adauto.
A discussão sobre identificação animal reforça uma mudança importante no setor: medir com precisão é o primeiro passo para comparar melhor, corrigir mais cedo e capturar valor com mais consistência. Na pecuária atual, identificar o animal é identificar onde está o resultado. “Tecnologia, dados e manejo caminham juntos para transformar resultado dentro e fora da porteira”, ressalta Thatiane Kievitsbosch.
Controle total das informações
É nesse ponto que o identificador Allflex, da MSD Saúde Animal, ganha centralidade. Ao viabilizar a identificação individual dos animais, a tecnologia sustenta uma pecuária orientada por evidência, em que cada dado registrado pode ser convertido em decisão de manejo, ajuste de custo, melhoria genética, controle sanitário e valorização do rebanho. Em vez de um item acessório, o identificador passa a integrar a infraestrutura de gestão da fazenda. A companhia produz mais de 500 milhões de peças por ano, atendendo mais de 26 países.
Renan Sugahara Permigiani, gerente de confinamento na Captar Agrobusiness, detalha que o primeiro brinco Allflex registrado na propriedade foi em 2021 e, desde então, conquistaram maior controle das informações, garantindo o número correto do estoque animal, que é o maior valor dentro da empresa. “Com o fluxo de animais que entram e saem do confinamento diariamente, seria impossível direcionar corretamente os custos por animal sem a identificação”, ressalta Renan.
Ainda segundo o profissional, o que não é medido não é gerenciável, portanto, a identificação individual do animal é fundamental para ter o controle da operação e custos de produção. “O principal gargalo é conseguir trabalhar com custos e resultados individuais, e sem a identificação visual só é possível trabalhar com lotes e médias, e não entender o indivíduo.”
Thatiane complementa que os ganhos provenientes da identificação, a transparência que ela permite e o que se pode ganhar com os dados são pontos que deixam o sistema lucrativo e, ao mesmo tempo, com mais respeito aos animais, ao mercado e ao meio ambiente.
Sobre a MSD Saúde Animal
A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança. Porque ninguém entende a saúde animal como nós. Para obter mais informações, visite nosso site e conecte-se conosco no LinkedIn, Instagram e Facebook.
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