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Instituto Digoreste; Área de viaduto se torna palco para aulas gratuitas de lambadão em Cuiabá

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Aline Costa – Especial para o GD redacao@gazetadigital  Ana Zambonatto/ Aline Costa
Ana Zambonatto/ Aline Costa

Com um ritmo rápido, alegre e dançante, o lambadão é passado de gerações e comumente ouvido nas noites dos municípios da baixada cuiabana. Sem muita pretensão, festas são criadas apenas para aproveitar uma noite e não deixar morrer a tradição geracional. Com a paixão pela dança, o coreografo e diretor do Instituto Digoreste, Vlademir Reis, mantém um projeto que utiliza o espaço público de Cuiabá para ensinar o lambadão de forma gratuita.

Considerado patrimônio cultural e imaterial de Cuiabá, o lambadão surgiu entre as décadas de 80 e 90, com influência da Lambada, Carimbó e do Rasqueado. A dança é realizada em dupla, de casal, e começa com movimentos simples de “para um lado e outro”. O ritmo acelerado e frenético, entretanto, dá liberdade aos dançarinos para que cada vez mais movimentos com os corpos sejam incluídos, formando uma verdadeira coreografia.

Com uma caixa de som, embaixo de um viaduto, existe um grupo que se reúne para dançar lambadão todas as quartas-feiras, sob as instruções do professor Vlademir Reis, que decidiu utilizar os espaços de Cuiabá para ministrar aulas gratuitas. O grupo recebe qualquer pessoa que deseja se aventurar no lambadão, ainda que nunca tenham dançado.

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“O projeto é do grupo ‘Lambardeiros de Elite’, que fundou o Instituto Digoreste e, através dele, agora a gente realiza nossas ações na Baixada Cuiabana toda”, explicou.

Sob o Viaduto do Despraiado, os pares são formados na hora e as aulas recebem mais de 10 casais semanalmente, de acordo com o instrutor. Com uma dinâmica, os casais vão se alterando ao longo das músicas e os participantes vão desde pessoas iniciantes até aquelas que dançam lambadão desde a infância, com sua família, como é o caso das gêmeas Taíne e Thais, que integram o grupo há dois anos.

Ana Zambonatto/ Aline Costa

Lambadão no viaduto, Cuiabá

 

“Dançar é de família. Meus tios, meu pai, minha mãe, tudo já dança lambadão. A dança é uma coisa que a gente gosta, desde pequenas. Também é um meio de a gente se distrair do estresse do dia a dia. A gente exercita tudo: o corpo e a mente também”, relatou Taíne.

 

O projeto de aulas gratuitas surgiu em 2015 e era realizado no Porto antes de ser levado para o Viaduto do Despraiado. Vlademir é o idealizador e contou que durante o tempo que trabalhou com dança já tentou levar o projeto para espaços fechados da administração pública, porém, sem sucesso. Dessa forma, ele permanece utilizando os espaços abertos e públicos da capital mato-grossense.

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“Eu já tenho mais de 10 anos fazendo esse trabalho e nunca tive proibições. Apesar disso, tentei procurar espaços da prefeitura, já tentei mandar ofícios para buscar algum dispositivo que tenha cobertura, que tenha banheiros ou água, mas eu não consegui. Então, a única solução foi levar os alunos para a rua”, relatou ele.

 

As aulas foram uma forma de aumentar o acesso das pessoas à cultura cuiabana, e a gratuidade uma forma de incentivar a participação de cada vez mais pessoas. Para participar, basta chegar sob o viaduto a partir das 20h, nas quartas-feiras ou nas quintas, na Sede do Instituto Digoreste. As informações são divulgadas nas redes sociais do projeto. 

 

 

 

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