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JBS apoia o Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado

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Sobre o anúncio do Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado (release no anexo), a diretora de Sustentabilidade da JBS, Liège Correia, declara:

A JBS apoia e é uma das primeiras empresas de alimentos a integrar o Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado. A Companhia participou da construção conjunta do projeto desde o início e, na largada, já cumpre em sua Política de Compra Responsável os 11 critérios estabelecidos para a conformidade socioambiental dos produtores.

Esperamos, aqui na JBS Brasil, que haja uma unificação e a aplicação de protocolos nos demais biomas também.

O Cerrado conta com 30% das fazendas fornecedoras e responde por 47,8% dos bovinos processados pela JBS. Para seus fornecedores diretos no Cerrado, a JBS já alcançou a meta de desmatamento ilegal zero.

—

Atendimento local | Viviane Petroli

Consultora de Comunicação

Protocolo define compromissos ambientais para a pecuária no
Cerrado
Critérios comuns de responsabilidade socioambiental serão aliados contra o
desmatamento crescente nesse bioma brasileiro.
A atividade pecuária no Cerrado ganhou hoje (23 de abril) um lastro que reforçará
compromissos junto aos mercados mais exigentes. O Protocolo de Monitoramento
Voluntário de Fornecedores de Gado desenvolvido para esse bioma elenca 11 critérios
e gera uma base comum de conformidade socioambiental para os criadores,
funcionando como um guia para a produção e a compra responsável.
Em elaboração desde 2020, o Protocolo é fruto de um esforço coordenado pelas
organizações Proforest, Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola
(Imaflora) e National Wildlife Federation (NWF). Contou ainda com contribuições
diretas de WWF Brasil, indústria alimentícia e empresas compradoras, além do
Ministério Público Federal, entidades do setor pecuário e sociedade civil.
“O Protocolo do Cerrado é uma importante ferramenta para o setor se preparar para
as crescentes demandas do mercado para a carne brasileira. É resultado de uma ampla
convergência entre varejistas, frigoríficos e sociedade civil para equilibrar os anseios
de proteção dos recursos naturais e dos direitos humanos em relação às realidades da
produção no campo. Nosso intuito é que tenha adesão crescente das empresas da
cadeia pecuária, promovendo mudanças nas práticas do setor nesse bioma específico
e até no país”, afirma Isabella Freire, diretora executiva da Proforest.
Com a intensificação do combate ao desmatamento na Amazônia, o Cerrado se tornou
o epicentro dessa prática. O último Prodes Cerrado, divulgado em novembro passado,
apurou 11.011 km² de corte raso, de agosto de 2022 a julho de 2023 — aumento de 3%
em relação à medição anterior. O índice também representa 2 mil km2
a mais do que
o apurado pelo Prodes Amazônia no mesmo período — o sistema Prodes registra os
dados oficiais de desmatamento no Brasil. Só no primeiro trimestre deste ano, os
alertas do sistema Deter, que monitora em tempo real a alteração da cobertura
florestal, apontaram 1.475 km² de destruição no Cerrado. O crescimento foi de 4% em
relação ao apurado no mesmo período no ano passado e chegou ao patamar mais alto
da série histórica.
São muitas e graves as consequências da perda de vegetação nativa para a conservação
do Cerrado, que se estende por municípios de 14 estados (além do Distrito Federal),
concentra a maior biodiversidade de savana do mundo e reúne oito das principais
bacias hidrográficas brasileiras. Nas últimas quatro décadas, pastagem e agricultura se
expandiram rapidamente nessa paisagem. O Cerrado concentra cerca de 36% de todo
o rebanho brasileiro e mais de 63% da produção de grãos, segundo dados do Ministério
da Agricultura e Pecuária (MAPA). Números do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) apontavam, em 2022, 60 milhões de cabeças de gado nesse bioma a
um crescimento anual de 11,23%.
2
Com os critérios que estabelece, o Protocolo do Cerrado traz luz a esse cenário, ao
apresentar ao produtor parâmetros como conformidade com o Cadastro Ambiental
Rural (CAR), eventuais sobreposições com áreas de desmatamento e supressão de
espécies nativas ou protegidas (como terras indígenas, quilombolas e Unidades de
Conservação). Ele prevê ainda o cruzamento com listas públicas de trabalho escravo e
de embargos ambientais, além de análises da Guia de Trânsito Animal (GTA) e da
produtividade do criador, como forma de inibir a triangulação de animais provenientes
de áreas com irregularidades ambientais ou sociais.
Mesmo sem oferecer certificação, selo ou marca de garantia, a iniciativa se converte
em melhoria dos processos de controle da cadeia de fornecimento e no aprimoramento
dos critérios adotados nas compras de produtos pecuários. As informações dos
aderentes estarão disponíveis em uma plataforma bilíngue
(www.cerradoprotocol.net), garantindo maior transparência de informação para
compradores, assim como para investidores do setor.
O Protocolo se espelha na experiência do Boi na Linha, implantado na Amazônia desde
2019, a partir de uma parceria entre Imaflora e o Ministério Público Federal. O Boi na
Linha foi a primeira iniciativa a harmonizar regras do setor e vem se aperfeiçoando
gradativamente. “Utilizamos os cinco anos de experiência para levar a outro bioma
soluções que respaldam a produção frente aos mercados mais exigentes, ajudam a
consolidar a prática da pecuária sustentável e contribuem para o enfrentamento da
crise climática”, conta o engenheiro agrônomo Lisandro Inakake, gerente de projetos
em Cadeias Agropecuárias do Imaflora.
Os esforços agora se concentram na ampliação da adesão dos frigoríficos, que promete
ser impulsionada por uma meta manifestada pela Associação Brasileira dos
Exportadores de Carne (ABIEC) de que seus associados adotem padrões de
monitoramento em todo o Brasil no prazo de até dois anos. “Metade dos associados da
ABIEC opera no bioma Cerrado, com muitos deles já adotando políticas de compra de
gado. O Protocolo do Cerrado desempenha um papel crucial ao unificar os critérios
avaliados e destacar as boas práticas, fornecendo um caminho para as empresas que
querem avançar nesse sentido”, explica Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade
da ABIEC.
Sobre a Proforest: organização global orientada por uma missão, com foco na base de
produção e nas cadeias de suprimento de commodities agrícolas e florestais. Apoia
empresas a lidarem com os riscos ambientais e sociais em toda a cadeia de
suprimentos. Trabalha também com governos e organizações colaborativas, a fim de
abordar questões sistêmicas, além da cadeia de suprimentos, dentro de uma paisagem
ou de um setor, para obter resultados positivos em escala para as pessoas, a natureza
e o clima (www.proforest.net).
Sobre o Imaflora: desde 1995, atua na promoção do uso sustentável e inclusivo dos
recursos naturais. Seus projetos conciliam conservação ambiental e desenvolvimento
econômico, atendendo a demandas das cadeias florestal, agropecuária, da
sociobiodiversidade e da agenda climática. Realiza trabalho em campo, assistência
técnica, serviços ESG e certificações, além de pesquisa e desenvolvimento de dados
(www.imaflora.org).
3
Sobre a NWF: organização com 88 anos de história, que há mais de 38 anos trabalha
no Brasil na construção de uma agenda que concilie produção agropecuária e
conservação e restauração dos biomas presentes no país. Seu programa internacional
une o conhecimento de especialistas brasileiros e internacionais com ferramentas e
tecnologias avançadas para promover soluções de mercado que ajudem a cumprir essa
meta. (international.nwf.org/brasil)
Informações para imprensa

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