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Jongo Iracema leva oficinas e rodas de cultura tradicional para o Novembro Negro em Anápolis

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Projeto Continuança inicia segunda turma de oficinas gratuitas para a comunidade; atividades abertas ao público acontecem também durante evento no IFG

 

O grupo Jongo Iracema traz a riqueza do jongo, expressão cultural afro-brasileira, para o Novembro Negro de Anápolis com diversas atividades gratuitas para a comunidade por meio do Projeto Continuança. A primeira atividade do ciclo ocorreu no dia 10 de novembro, no Instituto Federal de Goiás (IFG – Campus Anápolis), com uma oficina e uma roda de jongo que reuniu os alunos e público externo.

 

Além disso, no sábado, dia 15 de novembro, foi realizada uma Oficina de Turbantes com a mestra Shirlei Odara (quilombola, jongueira e musicista), no Espaço Cultural Mariah, integrando a programação do projeto. Já a segunda turma da oficina de jongo, realizada através do Projeto Continuança, já teve início e conta com mais três encontros ainda este ano.

 

Ao todo serão 20 vagas, com encontros aos domingos, 23 e 30 de novembro e 7 de dezembro, sempre das 15h às 17h30, no Sesc Jundiaí, na Av. Santos Dumont. Mais informações sobre as inscrições podem ser conferidas no Instagram @jongoiracema.

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A produtora cultural e pesquisadora Andreza Rigo comemora o resultado da primeira turma das oficinas e convida os anapolinos para a próxima. “Nossa primeira turma, realizada entre julho e agosto de 2025, foi marcada por encantamento, participação ativa e muito aprendizado”, relata.

 

Mais do que ensinar passos e cantos, o objetivo da oficina é profundo. “Os encontros reuniram pessoas de diferentes trajetórias, que vivenciaram alguns fundamentos do jongo em sua dimensão cultural, rítmica, corporal e histórica, fortalecendo vínculos coletivos e despertando a valorização de nossa ancestralidade negra”, reforça.

 

“A oficina tem como objetivo principal transmitir os saberes do jongo como expressão cultural afro-brasileira viva, por meio da dança, dos cantos e do toque do tambor”, explica Andreza. “Mais do que técnica, a proposta é oferecer uma vivência que estimule o respeito, a escuta e o encontro, ampliando o acesso à cultura popular e promovendo práticas de resistência e celebração”, completa.

 

Inscrições e participação

 

A atividade tem classificação livre e é aberta à comunidade, sem custo. “Qualquer pessoa a partir de 12 anos de idade pode participar, independentemente de formação ou experiência prévia”, destaca a produtora. “O foco é criar um ambiente acessível, respeitoso e inclusivo, que favoreça a convivência e o aprendizado mútuo”, completa.

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Para se inscrever nesta oficina ou acompanhar as próximas ações do grupo, basta seguir o Instagram oficial @jongoiracema. Ao longo do Novembro Negro e do restante de 2025, diversas atividades serão realizadas em Anápolis e região.

 

Sobre o Projeto Continuança

 

Contemplado pela Lei Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Goiás, o “Projeto Continuança” possibilita a constância das atividades do Jongo Iracema que, ao longo do ano, oferece oficinas para comunidade e se apresenta em grandes eventos culturais. Em 2025, o grupo realizou intercâmbios com grupos tradicionais, como o Jongo da Serrinha (RJ) e com Mestra Jociara Souza, do Jongo Filhos da Semente (SP), durante o XXV Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

Serviço

 

Oficina de Jongo – Projeto Continuança (Turma 2)

 

Datas: Aos domingos (16, 23, 30/nov e 7/dez de 2025)

Horário: 15h às 17h30

Vagas: 20

Local: Sesc Jundiaí, AV. Santos Dumont

Inscrições e informações: Instagram @jongoiracema

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