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LUTO NO XINGU; Morre o cacique Afukaká Kuikuro, liderança indígena do Alto Xingu reconhecida pela defesa da cultura e do território

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Cacique da aldeia Ipatse teve atuação marcante na preservação das tradições do povo Kuikuro e na proteção do Xingu

Da redação

O cacique Afukaká Kuikuro, uma das principais lideranças indígenas do Território Indígena do Alto Xingu, morreu na segunda-feira (15). A informação foi divulgada pelo Instituto Raoni, que lamentou a perda e prestou homenagem ao líder indígena por meio das redes sociais.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a idade do cacique, a causa da morte ou as circunstâncias do falecimento.

Liderança da aldeia Ipatse, Afukaká era considerado uma referência na preservação da cultura Kuikuro e na defesa dos direitos dos povos indígenas. Durante décadas, esteve envolvido em ações voltadas à proteção do território do Xingu, à conservação da floresta e à manutenção das tradições de sua comunidade.
Em nota, o Instituto Raoni destacou a trajetória do cacique e sua dedicação à transmissão dos conhecimentos tradicionais para as novas gerações.
“Afukaká compreendia que defender o território também significava manter vivas as línguas, as cerimônias, os conhecimentos e as formas próprias de organização de seu povo”, afirmou a entidade.
O instituto também ressaltou a participação da liderança em iniciativas de valorização da memória indígena. Segundo a nota, Afukaká atuou ao lado de pesquisadores, cineastas, comunicadores e jovens Kuikuro em projetos voltados ao registro e à preservação de histórias, costumes e saberes ancestrais.

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A morte do cacique foi apontada como uma perda significativa para o povo Kuikuro, para os demais povos do Xingu e para o movimento indígena brasileiro. Na homenagem, o Instituto Raoni afirmou que os ensinamentos deixados por Afukaká continuarão presentes na defesa dos territórios indígenas e da floresta.

A entidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, moradores da aldeia Ipatse, à Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu, à Associação Terra Indígena Xingu e a todos que conviveram com a liderança.

“Seu legado seguirá orientando os caminhos dos povos do Xingu”, concluiu a nota.

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