|
Foto: Arquivo SGB
Brasília (DF) – Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) realizaram, entre os dias 7 e 25 de abril, o mapeamento de setores de risco geo-hidrológico nos municípios de Luciara, São Félix do Araguaia e Porto Esperidião, em Mato Grosso. Os levantamentos visam a caracterização de áreas habitadas ocupadas suscetíveis a processos de dinâmica superficial, tais como movimentos de massa (deslizamentos), processos erosivos e eventos hidrológicos extremos (enchentes e inundações graduais). Estes diagnósticos são fundamentais para o balizamento de ações de Defesa Civil e para o ordenamento territorial urbano.
Os dados serão analisados e compilados em um relatório que informa onde estão as casas com potencial de sofrer danos causados por processos geológicos. A classificação segue a metodologia de análise de risco do SGB, categorizando os setores como de risco “Alto” (R3) ou “Muito Alto” (R4).
“Com o conhecimento e catalogação destes locais, os gestores podem buscar alternativas de solução bem como otimizar os melhores procedimentos preventivos e medidas de mitigação cada vez mais eficientes”, explica o pesquisador Tiago Antonelli, chefe da Divisão de Geologia Aplicada.
Esses estudos são determinantes para o estabelecimento de critérios técnicos no aporte de recursos públicos destinados a obras de estabilização e resposta a desastres, além de fornecerem suporte técnico às políticas públicas habitacionais de interesse social e de saneamento básico, reduzindo as vulnerabilidades socioambientais e promovendo o desenvolvimento regional.
A iniciativa faz parte do planejamento anual do SGB, alinhado ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo Federal. Ao longo do período, novas municipalidades em todo o território nacional serão atendidas.
Desenvolvimento sustentável
Os estudos do SGB conferem suporte técnico para que os municípios cresçam com mais segurança e planejamento, reduzindo riscos e estabelecendo condições para o desenvolvimento sustentável da economia local. Na região nordeste de Mato Grosso, as cidades de São Félix do Araguaia e Luciara apresentam uma dinâmica fortemente vinculada ao turismo na bacia do rio Araguaia. Durante picos sazonais, como no mês de julho, a população local pode triplicar, o que aumenta a demanda por planejamento urbano e gestão de riscos.
Já o município de Porto Esperidião, situado no sudoeste do estado, às margens do rio Jauru – importante tributário da bacia do Rio Paraguai –, possui uma economia fundamentada na pecuária e um crescente potencial para o ecoturismo. Tal cenário reforça a necessidade de ações assertivas voltadas à prevenção de desastres e ao ordenamento territorial. As atividades de campo e o diagnóstico técnico foram realizados pelos pesquisadores do SGB Anderson Alves de Souza e José Antônio da Silva, com apoio das Defesas Civis municipais.
Áreas de Risco em Mato Grosso
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) já consolidou mapeamentos de áreas de risco em 29 municípios mato-grossenses. Ao todo, os levantamentos identificaram 179 setores classificados como de risco alto e muito alto, onde residem aproximadamente 13,3 mil pessoas. No panorama estadual, o volume de áreas de risco concentra-se de forma mais expressiva em Várzea Grande (32), Barra do Garças (20), Rondonópolis (16), Pontes e Lacerda (16) e Nova Xavantina (15). Os dados orientam a priorização de investimentos e a salvaguarda das comunidades locais.
Acesse o app Prevenção SGB para saber onde estão as áreas de risco e contribuir com informações:
Google Play
Apple Store
Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
[email protected]
|