Escrito por Valdemar Medeiros e
Para muitas pessoas, a informação de que, durante a Segunda Guerra Mundial, mais marinheiros perderam suas vidas na costa brasileira do que os heroicos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália pode ser surpreendente. É nesse contexto que surge a estreia do épico Monitor Parnaíba, carinhosamente apelidado de “Jaú do Pantanal” e “Caverna Mestra da Armada” – o navio de guerra mais antigo em atividade na Marinha do Brasil.

O Navio Paranaíba tem 86 anos e é um navio de guerra da classe monitor, que tem como objetivo apoiar as patrulhas e operações navais. Segundo dados, os EUA tem alguns navios mais antigos da Segunda Guerra Mundial, mas nenhum mais em atividade. O navio mais antigo dos EUA em atividade, o USS Bluee Ridge, foi comissionado em 1970. Todos viraram navios-museus e servem como patrimônio.
Navio Monitor Parnaíba – U 17 é um dos mais antigos em atividade na Marinha do Brasil
Os russos têm um navio bem mais antigo em atividade, o navio russo Kommuna, tendo sido lançado pela primeira vez durante o reinado do czar Nicolau II no ano de 1913 com o nome de Volkhov. Porém, é um navio de salvamento e não armado.
Apesar de compor a Marinha Russa, o Kommuna é um navio civil, especializado na preparação de mergulhadores e buscas subaquáticas, diferente do navio Parnaíba, que permanece até hoje como navio de guerra. O Navio Monitor Parnaíba – U 17 da Segunda Guerra Mundial, ostenta esse nome em homenagem a esse rio do Piauí.
Navio Parnaíba defendeu costa brasileira na Segunda Guerra Mundial

O navio Parnaíba da Segunda Guerra Mundial foi desenvolvido para operações ribeirinhas e atua ainda hoje nas águas fluviais de Ladário, Mato Grosso do Sul, desde sua incorporação à Flotilha do Mato Grosso em 4 de março de 1938. Neste ano já havia sofrido um incêndio em sua praça de caldeiras.
Incrivelmente, operou em centenas de missões na época da Segunda Guerra Mundial com motor a vapor, até sua modificação para o motor a diesel em 1999. O Parnaíba foi convocado para combater na Segunda Guerra Mundial e teria que se lançar ao mar, contrariando sua natureza fluvial.
Atualizações feitas no navio de guerra da Marinha do Brasil
As principais modificações feitas no Navio de Guerra foram a substituição do pesado canhão de 152mm por um de 120mm semelhante ao do Paraguassu, mais adequado a engajar um submarino inimigo na superfície e com munição mais abundante. Os dois canhões de 47mm junto ao passadiço foram mantidos, mas os morteiros de 87mm sobre a casaria de popa deram lugar a duas metralhadoras antiaéreas de 20mm.
Outras quatro foram instaladas numa plataforma construída na área sobre o passadiço do navio. Por fim, o navio Parnaíba da Segunda Guerra Mundial foi equipado com calhas para bombas de profundidade à popa, modificações pelas quais também passou o Paraguassu.
Atualmente, o navio Parnaíba está participando de alguma nova missão pela Marinha do Brasil nas silenciosas águas do Pantanal em prol da segurança fronteiriça da nossa pátria. Isso ainda o faz exatamente como fez ao enfrentar os ferozes tubarões alemães e italianos na Segunda Guerra Mundial.
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Jornalista em formação, especialista na criação de conteúdos com foco em ações de SEO. Escreve sobre Indústria Automotiva, Energias Renováveis e Ciência e Tecnologia

































