No Sesi Escola, os estudantes do ensino infantil ao ensino médio são inseridos no universo da ciência e tecnologia desde os primeiros dias de aula. Seja nos laboratórios de ciências humanas, biblioteca, sala maker ou de robótica, os alunos são preparados para os desafios da indústria moderna, que requer um profissional atento às soluções mais inovadores do mercado.
A partir de uma abordagem pedagógica interdisciplinar que integra cinco grandes áreas do conhecimento: Science (Ciência), Technology (Tecnologia), Engineering (Engenharia), Arts (Artes) e Math (Matemática), a metodologia STEAM estimula os discentes a aprender fazendo (mão na massa). Eles solucionam problemas reais do dia a dia, como descarte incorreto de lixo, falta de acessibilidade, queimadas, questões relacionadas a saúde, segurança pública, entre outros.
Pedro, do ensino fundamental do Sesi Escola Várzea Grande, já produziu alguns projetos em sala de aula na área de sustentabilidade, de foguetes e até mosaicos artísticos. “Gosto que as aulas são muito diferentes. Mexemos com impressão 3D, programação e cortamos materiais na máquina de laser. São equipamentos que eu não conhecia antes e agora já sei manusear”, conta o pequeno.
Conforme avançam nas séries, as turmas enfrentam diferentes níveis de dificuldade, ampliando seu repertório. Felipe, estudante do Ensino Médio e curso de mecatrônica, destaca como a tecnologia e a engenharia podem contribuir para transformar a sociedade. “Na engenharia, podemos projetar robôs para, por exemplo, ajudar em cirurgias, na distribuição de energia e no apoio à comunidade. Além de produzir robôs, eu também penso muito no impacto social. No futuro, quero impactar o Brasil e a comunidade brasileira por meio dos meus projetos”, afirma Felipe, que também integra a equipe de robótica Dumonters.
Na unidade de Cuiabá, os alunos também trabalham em projetos dedicados à exploração da tecnologia em desafios do dia a dia. O estudante Bruno e sua equipe vão participar da Feira Steam, evento dedicado à apresentar os projetos desenvolvidos em sala de aula. Ele e seus amigos construíram uma maquete de uma cidade pensando na acessibilidade dos locais.
“Adorei fazer a parte da elétrica, deu um trabalhão mas foi divertido toda a parte de procurar as melhores soluções. Vai ser muito legal poder expor isso na Feira Steam, é muito gratificante ter se esforçado tanto e ter o nosso trabalho reconhecido”, comenta Bruno.
As turma da unidade também participam de projetos como o Farmday, em que visitam fazendas e conhecem de perto o cotidiano industrial. O aluno Marcelo admirou o uso da tecnologia na produção e compartilha sua curiosidade em conhecer mais futuramente. “Mostraram para a gente como o plantio funciona, explicando os cuidados com as plantas e sementes. Geralmente, a gente não conhece a vida no agro, então foi uma experiência transformadora. Fez a gente pensar bastante sobre como crescer nesse mercado e o que queremos para o futuro”.
Prontos para o futuro
Celebrado em 16 de outubro, o Dia da Ciência e Tecnologia reforça a importância de trabalhar a temática desde a infância, preparando o jovem para serem participantes ativos de um futuro cada vez mais modernizado.
Na área de ciências, os jovens têm acesso à laboratórios de ciências da natureza, com microscópios, estufas, bakers e outros equipamentos encontrados em laboratórios profissionais.
Em uma das aulas, a turma de VG participou de uma lição sobre biotecnologia e engenharia genética, onde realizaram a extração do DNA de bananas. Na atividade, os alunos foram ensinados sobre o manuseio seguro dos equipamentos, responderam perguntas sobre biotecnologia e participaram da coleta e análise do DNA, aprendendo na prática sobre investigação científica
A professora Naiara Gonçalvez destaca a importância da atividade para um ensino mais dinâmico. “Quando a gente desafia os estudantes a colocarem a mão na massa, conseguimos fazer com que eles tenham uma visão mais ampla sobre o assunto. Aqui, eles estão tendo uma vivência de laboratórios de pesquisa e isso é é muito rico, além de contribuir na escolha de profissão no futuro. Daqui podem sair cientistas, médicos, profissionais da tecnologia e muito mais a partir dessa vivência”, afirma.
Para a professora do Sesi Escola de Cuiabá, Lucineia Alves, exercitar o protagonismo do aluno é um passo essencial para o desenvolvimento de futuros profissionais: “A ciência e a tecnologia estão cada vez mais presentes na sociedade e no mercado de trabalho, por isso é fundamental que eles tenham esse contato desde os primeiros anos escolares. Com essa metodologia, eles aprendem que podem ser não apenas usuários da tecnologia, mas também criadores de soluções”, diz.
Texto: Agda Ribeiro (com supervisão de Fernanda Nazário)