Da Redação OD – Giovanna Bitencourt / Do Local – Luis Vinicius
A deputada estadual eleita Samantha Iris (PL) pediu que pessoas de diferentes classes sociais, gêneros, orientações sexuais e religiões votem em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, defendendo a união desses grupos para tirar o PT do poder. Segundo Samantha, pessoas que tenham “bom senso” e compartilhem da avaliação dela sobre o governo do PT deveriam reconhecer a necessidade de eleger Flávio. Ela classificou o partido como um “inimigo em comum”.
“A união de todas as pessoas possíveis para eleger Flávio Bolsonaro é essencial. Todas as classes sociais, todos os gêneros, todas as orientações sexuais, todas as pessoas de todas as religiões que têm o bom senso e que entendem o que o PT fez com o Brasil conseguem entender a importância de que agora a gente tem um inimigo em comum. E o inimigo em comum é o PT”, afirmou.
A fala de Samantha contrasta com a própria trajetória do bolsonarismo, cuja ascensão política esteve fortemente associada à defesa de valores conservadores e de discursos que colocaram em confronto pautas de diversidade sexual, de gênero e religiosa. Jair Bolsonaro, pai de Flávio, protagonizou ao longo da carreira declarações discriminatórias contra diferentes minorias e defendeu repetidamente um modelo tradicional de família. Agora, Samantha tenta ampliar esse campo ao convocar justamente esses grupos para uma frente eleitoral em torno de Flávio.
A deputada eleita afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro será eleito e disse que a candidatura seria capaz de “devolver a esperança”, o “bom senso” e o governo do país “aos brasileiros”. “Eu tenho fé que isso vai acontecer. O Brasil quer isso”, declarou.
Samantha também relatou ter encontrado pessoas que afirmam que deixariam o Brasil caso Lula vencesse a eleição. Segundo ela, a situação deveria levar à reflexão sobre aqueles que não têm condições de deixar o país.
Na avaliação de Samantha, a solução seria retirar Lula da Presidência e eleger Flávio Bolsonaro. “E a luta é muito simples, é tirar o Lula do poder, é colocar Flávio Bolsonaro para poder devolver a esperança, devolver o bom senso e devolver o governo do Brasil aos brasileiros”, disse.
Na mesma entrevista, Samantha também criticou o movimento feminista e afirmou que, atualmente, o feminismo “mais atrapalha do que ajuda”. Segundo ela, o movimento passou a tratar as pautas das mulheres como exclusivas da esquerda e teria dificuldade em apoiar mulheres que não compartilham da mesma visão política.
“O feminismo, a partir do momento em que tomou conta de todas as pautas para si e colocou-se como se o feminismo fosse uma coisa exclusiva da esquerda. Então, por isso que eu digo hoje que o feminismo mais atrapalha do que ajuda”, afirmou.



























