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Moradores de comunidades tradicionais celebram cultura pantaneira com festival neste domingo (21)

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A edição contará com apresentações de siriri, cururu e demonstração de culinária tradicional da fronteira, com pão boliviano, sopa paraguaia e o ensopado vory vory

 

Domingo vai ser um dia especial para moradores de comunidades localizadas às margens de rios e cursos de água que cortam o Pantanal. Eles se reúnem na Chácara Tuiuiú, na zona rural de Cáceres, para encerrar o ciclo de 13 edições do projeto Festival Cultura Pantaneira, que começou em agosto de 2025.

A edição titulada Festival da Fronteira ocorre das 9h às 14, com entrada gratuita, e além de incluir moradores de comunidades situadas nos municípios de Mirassol D´Oeste, Barra do Bugres, Nossa Senhora do Livramento e Curvelândia – que já sediaram edições do projeto -, incluirá ainda ribeirinhos que vivem na fronteira com San Matías (Bolívia).

O projeto é uma realização da Associação Aqui é Mato, em parceria com a Sociedade Sociocultural e Ambiental Fé e Vida, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e patrocínio do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a partir da destinação de emenda do deputado Lúdio Cabral.

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Responsável pela coordenação geral e produção executiva, Lidiane Barros, representando a Associação Aqui é Mato, destaca que o projeto tem por objetivo conectar as comunidades, que, localizadas no Pantanal, também representam comitês populares das Águas e do Clima, via circulação e intercâmbio. “Além de fortalecer o processo de manutenção de suas práticas culturais, ao viabilizar encontros que visam celebrar tradições e desenvolvimento de ações com foco na proteção ambiental do Pantanal. Afinal, as práticas culturais do povo pantaneiro estão intrinsecamente ligadas à defesa do bioma”.

Assumindo a frente da programação dos eventos, Vanda dos Santos destaca que o intercâmbio das comunidades gerou momentos únicos de partilha sobre a cultura pantaneira, exaltando a riqueza de sua diversidade.

“É uma plataforma que revela manifestações singulares do povo ribeirinho, como reza cantada e o siriri e cururu, especialmente, neste projeto, com o grupo Bacuri, de Nossa Senhora do Livramento. Tem ainda trocas de receitas da culinária típica de cada uma das comunidades. Neste domingo, por exemplo, teremos pão boliviano, o ensopado vory vory e a conhecida sopa paraguaia”. Em suma, em cada um dos festivais a comunidade anfitriã – vinculada a um dos comitês populares das Águas e do Clima – apresenta os alimentos produzidos a partir da sua tradição agroecológica e territorial.

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Responsável pela produção logística, Isidoro Salomão destaca que um projeto como este tem o desafio de encurtar as distâncias e manter as comunidades mobilizadas, circulando. “Mas foi tudo superado. Foi empolgante ver todo mundo se preparando e convidando cada vez mais gente. As comunidades, que estão vinculadas aos comitês, estão fortemente conectadas”.

Circuito

Os eventos, que se configuram como uma plataforma de visibilidade para manifestações culturais, ocorrem em comunidades-bases que formam os comitês populares das Águas e do Clima.

O projeto foi realizado nos municípios de Mirassol D´Oeste (Festival do Silvio Rodrigues e do Margarida Alves); Barra do Bugres (do Rio Jauquara); Curvelândia (do Rio Bugre) e Cáceres (das Laranjeiras, do Facão, Sadia Vale Verde, da Paiol, Urbano, do Rio Paraguai e do Rio Padre Inácio, além do da Fronteira) e ainda, em Nossa Senhora do Livramento.

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Lidiane Barros

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