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Natasha admite abrir governo a adversários e diz que “apoio não se nega”

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ENTREVISTA AO PODOLHAR

Da Redação – Airton Marques

Crédito: Reprodução/EstúdioOD

A candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) admitiu que, se eleita, poderá abrir espaço em sua gestão para integrantes de partidos que hoje não fazem parte de sua coligação como forma de construir governabilidade. Durante entrevista ao PodOlhar, ela também afirmou que “apoio não se nega” ao ser questionada sobre os limites das alianças que aceitaria durante a campanha.

Natasha encabeça a coligação Mato Grosso para Todos, formada por PDT, PSB, PSD, Federação Brasil da Esperança — PT, PCdoB e PV — e Federação PSOL/Rede. Na sabatina, ela foi confrontada sobre como pretende estabelecer uma base na Assembleia Legislativa diante da presença de deputados de partidos e campos políticos que hoje estão fora de seu palanque.

A candidata respondeu que pretende apostar no diálogo e defendeu que as divergências eleitorais sejam deixadas de lado depois da votação.

“Parece que nós estamos vivendo uma constante eleição. A eleição acabou, vamos lá, todo mundo apertar a mão e vamos seguir em frente, fazendo o melhor pelo nosso Estado, pelo nosso município, pelo nosso país, mas infelizmente não é isso que a gente tem visto”, afirmou.

Segundo Natasha, a construção da relação com a Assembleia deverá envolver os parlamentares de sua base, mas também manter diálogo com outros grupos. Para ela, questões ideológicas não devem se sobrepor aos problemas enfrentados pela população.

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Questionada, então, se estaria disposta a entregar espaços no primeiro escalão a partidos que atualmente não apoiam sua candidatura para construir maioria política no Legislativo, Natasha respondeu que sim, desde que os indicados atendam aos critérios estabelecidos por ela.

“Se tiverem pessoas tecnicamente capazes, éticas, decentes, honestas, com certeza. Então, assim, não é porque não é do meu partido, que não me apoiou, que eu não vou estar chamando e trazendo para junto”, declarou.

A candidata acrescentou que eventuais integrantes de outros grupos políticos também precisariam estar alinhados aos valores defendidos por sua gestão. A resposta abre a possibilidade de uma eventual administração do PSD incorporar quadros de partidos que disputam atualmente a eleição em palanques adversários.

A discussão sobre governabilidade avançou para os limites que Natasha estabeleceria para aceitar

apoios  durante a campanha. A candidata tem adotado um discurso de ética e renovação política e já foi questionada em debates sobre nomes como o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e o ex-deputado Gilmar Fabris.

Perguntada se recusaria publicamente o apoio de alguma liderança para preservar a coerência com esse discurso, Natasha afirmou que não considera que caiba a ela negar manifestações espontâneas.

“Gente, eu acho que apoio não se nega. Eu acho que as pessoas vêm e falam: ‘apoio’. Eu posso responder pelos meus atos. […] A minha régua de transparência com aliados e adversários é exatamente a mesma”, disse.

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Natasha afirmou ainda que não pretende assumir responsabilidade pela trajetória de quem manifeste apoio à candidatura e atribuiu à Justiça a tarefa de definir eventual culpa ou inocência.

“Eu não estou aqui para dar esse atestado de culpa ou de inocência para ninguém. Isso é por conta da Justiça. Então, quem cometeu algum tipo de ilícito, quem está sendo investigado, quem vai responder pelos seus atos, não sou eu”, completou.

A posição também apareceu em outro momento da entrevista, quando Natasha foi questionada sobre a manifestação pública do ex-presidente da Unimed Cuiabá Rubens Carlos de Oliveira Júnior. A candidata afirmou que soube pelas redes sociais da fala interpretada politicamente como uma sinalização de apoio e sustentou que responde apenas pelos próprios atos.

A discussão sobre alianças ganha peso diante da composição política da candidatura. Natasha disputa o Palácio Paiaguás por uma coligação que reúne diferentes partidos do campo progressista, enquanto busca ampliar sua presença eleitoral em uma disputa que também tem como principais candidatos o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL).

No PodOlhar, já disponível no YouTube e nas plataformas de podcast, Natasha também responde sobre escolas cívico-militares, Moratória da Soja, segurança pública, combate à violência contra a mulher, criação de uma Secretaria da Mulher,

educação, servidores públicos e a viabilidade das propostas apresentadas em seu plano de governo.

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