Mudança foi oficializada pelo Conselho de Administração da AZPEC; ex-prefeito de Cáceres substitui Aécio Rodrigues no comando da Zona de Processamento de Exportação
Francis assume a função com a missão de atrair as primeiras indústrias para o complexo. No entanto, afirma que o principal gargalo a ser resolvido é a infraestrutura energética.
“Não posso convidar uma indústria para se instalar na ZPE se eu não tenho energia para oferecer. O primeiro desafio é entender qual é a capacidade de atendimento e quais investimentos serão necessários para garantir essa demanda”, afirmou.
Segundo o novo presidente, a estratégia passa por buscar empresas ligadas às cadeias produtivas já consolidadas em Mato Grosso, como algodão, soja, milho, carnes, leite, madeira e rochas ornamentais. A intenção é transformar a ZPE em uma plataforma exportadora capaz de agregar valor à produção estadual.
Além das articulações com o setor energético, Francis pretende realizar uma série de roadshows e visitas a federações das indústrias em diferentes estados para apresentar as oportunidades oferecidas pela ZPE de Cáceres.
A mudança ocorre após a saída de Aécio Rodrigues, que comandava a AZPEC desde março de 2025 e decidiu concentrar sua atuação na presidência da MT Gás. Ao fazer um balanço da gestão, Aécio destacou que o foco do período foi concluir as etapas necessárias para colocar a ZPE em funcionamento.
“Nós cumprimos a missão de tirar esse projeto do papel. Agora começa uma nova fase, que é trazer as indústrias para dentro da ZPE, gerar empregos e fazer esse sonho da região oeste se consolidar definitivamente”, disse.
Aécio também avaliou que a escolha de um gestor ligado à região fortalece o relacionamento com a sociedade local.
“Ninguém quer ver Cáceres crescer mais do que quem vive em Cáceres. O Francis conhece a realidade da cidade, conhece os desafios e tem todas as condições de conduzir esse próximo momento da ZPE”, afirmou.
A expectativa da nova diretoria é iniciar as tratativas com potenciais investidores ainda neste segundo semestre, ao mesmo tempo em que busca soluções para ampliar a oferta de energia necessária para atender os futuros empreendimentos que deverão se instalar na área de livre comércio voltada à exportação.































