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O CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO SOB DEMANDA E O IMPACTO NO CONSUMO E VAREJO

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Produzir menos, testar mais e entregar exatamente o que o cliente quer. O novo mantra do varejo digital está consolidando a chamada “produção sob demanda”, um modelo onde itens são fabricados conforme a necessidade e em pequenas tiragens. O movimento acompanha uma mudança profunda no comportamento do consumidor, que trocou o desejo pela padronização por experiências exclusivas e marcas capazes de reagir a tendências em tempo real.

 

Essa dinâmica vem ganhando um espaço sem precedentes em setores como moda, embalagens, papelaria, brindes corporativos e materiais promocionais. Ao eliminar a necessidade de grandes lotes iniciais, o modelo permite que marcas de todos os tamanhos atendam a nichos específicos com agilidade, impulsionando números expressivos para o setor nos próximos anos.

 

Segundo levantamento da Grand View Research, o mercado global de print on demand foi estimado em US$ 10,78 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 57,49 bilhões até 2033. No Brasil, o mesmo levantamento aponta que o setor movimentou cerca de US$ 364 milhões em 2025 e pode ultrapassar US$ 1,8 bilhão até 2033.

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Para Marcel Albuquerque, Head de E-commerce e Marketing da Printi, gráfica que faz parte do Grupo Cimpress e é referência global em média e baixa tiragem, o crescimento acompanha transformações importantes no varejo digital. “A lógica atual é muito menos sobre produzir grandes volumes e muito mais sobre testar rapidamente, entender o comportamento do consumidor e adaptar produtos com agilidade. Com consumidores mais segmentados e ciclos de tendência rápidos, as empresas precisam de modelos flexíveis para reduzir estoques parados”, afirma.

 

Outro fator que impulsiona o movimento é o crescimento da personalização. Segundo a pesquisa CX Trends 2025, da Octadesk, 68% dos consumidores afirmam que experiências personalizadas influenciam suas decisões de compra. Na prática, isso tem incentivado empresas a criarem campanhas regionais, embalagens customizadas e coleções limitadas, algo que antes exigia investimentos altíssimos.

 

A mudança também acompanha o avanço das marcas independentes, da creator economy e de empresas que buscam reduzir desperdícios e riscos financeiros trabalhando com reposições alinhadas ao consumo real.

 

Esse cenário redesenha o papel do estoque e da eficiência operacional no país. “Hoje, as operações digitais já permitem produzir materiais customizados em volumes reduzidos, tornando a personalização acessível também para PMEs e pequenos e-commerces. Em um cenário de consumo fragmentado e competição intensa, produzir menos, testar mais e personalizar melhor pode deixar de ser diferencial para se tornar necessidade operacional”, conclui o executivo.

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Sobre a Printi

Fundada em 2012, a Printi oferece plataforma one stop shop com produtos e serviços personalizados para aumentar a eficiência operacional e a satisfação dos clientes e, com isso, se tornar uma parceira de confiança para negócios de todos os tamanhos. Desde 2014, o grupo global Cimpress investe na Printi e, em 2020, tornou-se o principal detentor da companhia.

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