Escola Técnica Estadual de Cáceres
O estresse é uma reação natural do organismo a situações de pressão e desafios, mas quando se torna constante, pode trazer sérias consequências para a saúde. No Brasil, 42% da população relata altos níveis de estresse, segundo o relatório global “World Mental Health Day 2024”, que contou com a colaboração do Instituto Ipsos, o que coloca o país entre os quatro mais estressados do mundo.
O impacto do estresse no corpo vai muito além da sensação de cansaço ou irritabilidade. A enfermeira Juliana Marchi, professora da Escola Técnica Estadual de Cáceres, explica que, em longo prazo, o estresse pode afetar diversos sistemas do organismo. “O estresse prolongado provoca uma reação inflamatória no corpo, aumentando a pressão arterial e os níveis de cortisol, hormônio relacionado à ansiedade. Isso eleva o risco de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e até de problemas digestivos, como gastrite e síndrome do intestino irritável”, detalha. Além disso, o estresse crônico pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a infecções e retardando a recuperação de doenças.
Os impactos psicológicos também são significativos. Pessoas que lidam diariamente com altos níveis de estresse podem apresentar ansiedade, depressão, irritabilidade constante, dificuldade de concentração, lapsos de memória e sensação de sobrecarga emocional. Segundo Juliana, “o estresse altera o funcionamento do cérebro, afetando regiões responsáveis pela memória, tomada de decisão e controle emocional, o que pode comprometer a vida profissional e pessoal”.
Para reduzir os efeitos do estresse, especialistas recomendam mudanças no estilo de vida e estratégias de prevenção. Entre as mais eficazes estão a prática regular de atividades físicas, que ajudam a liberar endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar; técnicas de relaxamento, como meditação, respiração profunda e mindfulness; alimentação equilibrada, rica em vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e cálcio; sono de qualidade; e manter relações sociais saudáveis.
“O importante é identificar os sinais precocemente e criar hábitos que reduzam a exposição ao estresse. Pequenas mudanças no dia a dia, como pausas para descanso, caminhadas curtas e momentos de lazer, podem fazer grande diferença na saúde física e mental”, orienta Juliana.
Especialistas também alertam para a importância de buscar ajuda profissional quando os sintomas de estresse se tornam intensos ou persistentes, incluindo acompanhamento psicológico ou médico, pois a intervenção precoce ajuda a evitar complicações mais graves.
O estresse, quando não tratado, pode comprometer seriamente a qualidade de vida, mas com atenção, hábitos saudáveis e suporte adequado, é possível prevenir seus efeitos e manter o equilíbrio físico e emocional.





























