O Pantanal na Planície é um bioma complexo formado por inserções e transições de todos os Biomas dos planaltos que o circundam, e só uma possibilidade persiste para o manter evoluindo sustentavelmente: Buscar a integridade de seu Território.
Afinal, apesar dos esforços, não existe um Pantanal Patrimônio Nacional do Norte ou do Sul, com leis, destinos ou usos diferentes, e não há nada que impeça que a divisão político administrativa vigente, permaneça mantendo fronteiras fluídas , desde que respeitando as relações políticas, econômicas e históricas que ocorreram nesse território no transcurso de séculos, culminando
com a formação de uma cultura onde a sobrevivência humana tornou-se organicamente simbiótica com a natureza vegetal e animal circundante.
Toda a evolução orgânica dos potenciais econômicos naturais do Pantanal, o Bioma dos Biomas, oriundos dessa simbiose, foram inorganicamente postergadas ao se tornarem objeto da cobiça política imediatista, atropelando propositalmente seu papel de coração da logística sul americana, não importando que do seu secular eixo internacional hidroviário, surgiram florescentes acessos por modais ferroviário e rodoviário, replicados também no cruzamento das aerovias superiores Norte Sul e Leste Oeste…
A Ponte Ferroviária Eurico Gaspar Dutra, no Rio Paraguai em Porto Esperança, monumental e perene obra de arte em legítimo concreto protendido da América do Sul, testemunha qual Esfinge enigmática, a precariedade de algumas oscilantes pinguelas modernas, com prazo de validade.
Entre o bem orgânico, no sentido de permanente e o inorgânico moldável por conveniências políticas provisórias, que como que alugam locais temporariamente para objetivos concupiscentes imediatos, parece-me conveniente que o Governo Federal, origem da mutilação da integridade territorial do Pantanal, reúna-o pelo menos no aspecto Acadêmico, numa Universidade Federal do Território do Pantanal.”




























