– Mineradora em Poconé é flagrada furtando energia; filho do proprietário é detido em flagrante.
– Fiscalização encontra três transformadores e sete motores funcionando por ligação clandestina; empresa soma mais de R$ 180 mil em débitos.
– Operação Energia Limpa já prendeu 160 pessoas em 2026 e reforça o combate ao furto de energia em Mato Grosso.
Fonte e Foto: Energisa MT
Juliana Bino – Analista de Comunicação da Energisa Mato Grosso /
Robson Boamorte – Analista de Comunicação da Energisa Mato Grosso /
Lorena Segala – BP (gestora) de Comunicação da Energisa Mato Grosso /
Ligação irregular abastecia três transformadores e sete motores; unidade estava oficialmente desligada desde 2022 e acumula mais de R$ 180 mil em débitos
Uma mineradora localizada em Poconé foi alvo de uma operação de combate ao furto de energia elétrica na última sexta-feira (31). A ação, realizada pela Energisa Mato Grosso, Polícia Civil e Politec, resultou na detenção em flagrante do filho do proprietário da empresa, suspeito de manter a ligação clandestina que abastecia a estrutura utilizada na atividade de mineração. A unidade estava oficialmente desligada desde 2022.
A fiscalização foi desencadeada após uma denúncia encaminhada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Durante a inspeção, as equipes constataram que, apesar de constar como desligada, a mineradora seguia operando normalmente por meio de uma ligação irregular.
No local, foram encontrados um transformador de 225 kVA, outros dois de 150 kVA e sete motores em funcionamento, todos alimentados pela rede elétrica de forma clandestina. Além da fraude, a empresa acumula mais de R$ 180 mil em débitos junto à concessionária.
“Não é uma ligação clandestina qualquer, feita às pressas. É uma estrutura montada para sustentar uma operação industrial inteira, com transformadores e motores funcionando continuamente. Isso demonstra planejamento e reforça a importância da Operação Energia Limpa para identificar e responsabilizar quem utiliza esse tipo de fraude”, afirma Luciano Lima, gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso.
No momento da fiscalização, o filho do proprietário estava trabalhando na unidade e foi conduzido à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis.
Em outra ação realizada na última semana, no bairro Cohab São Gonçalo, em Cuiabá, uma oficina de motocicletas, uma distribuidora de bebidas e um estúdio de tatuagens também foram flagrados recebendo energia por meio de um ramal ligado diretamente à rede de distribuição. Como os imóveis eram alugados, o proprietário dos imóveis, que acompanhava a fiscalização, foi conduzido à delegacia.
Operação Energia Limpa
Os dois casos fazem parte da Operação Energia Limpa, força-tarefa permanente de combate ao furto e à fraude de energia em Mato Grosso. Somente neste ano, a operação já resultou na prisão de 160 pessoas em diversas regiões do estado.
Além de crime, o furto de energia provoca prejuízos para toda a sociedade. A prática compromete a qualidade do fornecimento, sobrecarrega a rede elétrica, pode provocar interrupções no serviço e aumenta o risco de acidentes graves, como choques elétricos e incêndios.
Previsto no artigo 155 do Código Penal, o furto de energia pode resultar em responsabilização criminal. A Energisa reforça que denúncias de furto ou fraude de energia podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento da distribuidora ou diretamente às forças de segurança como o 190, 181 ou 197.
Canais de denúncia
- Aplicativo Energisa On;
- WhatsApp Gisa: (65) 99999-7974;
- Site: energisa.com.br;
- Call Center: 0800 6464 196.



























