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PARTIDA DESASTROSA Cuiabá perde “jogo do ano” para o Vasco e já pode se preparar para o rebaixamento

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Da Redação OD – Pedro Coutinho

Foto: AssCom Dourado

O Cuiabá perdeu seu “jogo do ano” nesta quinta-feira (24), contra o Vasco, por 1 a 0. O gol foi marcado no começo do segundo tempo por Hugo Moura, após lambança da zaga auriverde. O duelo era importantíssimo porque foi retroativo, válido pela rodada 19, e o Dourado não fez por merecer a oportunidade de se aproximar dos rivais diretos na luta contra o rebaixamento. Jogou mal, muito abaixo da média, e deu pouco trabalho para Leo Jardim, desperdiçando oportunidades ofensivas. Repetiu o desempenho da rodada passada, no empate sem gols contra o lanterna Goianiense. A situação, que já era complicada, ficou ainda pior.

Primeiro tempo

Embora a posse de bola fosse equilibrada em um jogo truncado, o Vasco foi quem mais pressionou no ataque. O Cuiabá manteve seu estilo recuado, aguardando o erro adversário, mas não funcionou. Para um time que necessita lutar e vencer a qualquer custo para pensar na permanêcia, o Dourado entregou muito pouco.

O Vasco fez 10 finalizações, mas nenhuma no alvo, enquanto o Cuiabá teve dois chutes na direção da meta: um fácil para Leo Jardim, de Lucas Fernandes, e outro de Sobral, que passou perto da trave.

Apesar das tentativas vascaínas com Vegetti e Coutinho, o time teve dificuldade em criar chances claras até os 20 minutos. O Cuiabá, por sua vez, jogou de forma retraída e também não ameaçou o placar.

Depois disso, o Vasco melhorou e começou a exigir mais da defesa adversária, mas desperdiçou oportunidades com Vegetti, bloqueado pela zaga, e Leo, que errou a pontaria.

Segundo tempo

O Vasco voltou do intervalo mais agressivo e, mantendo a pressão, fez a “barreira virar baile” aos 7 minutos.

Em lance de escanteio, a zaga do Cuiabá bobeou e não afastou o perigo. A bola ficou quente na área, resvalou em Marllon e sobrou no pé de Hugo Moura, que empurrou pro fundo das redes.

Depois do gol, o Dourado acordou, mas encontrou dificuldades de reverter o resultado parcial e desperdiçou chances com Lucas Fernandes, Pitta e Gustavo Sauer. Enquanto isso, o time carioca foi administrando o placar, segurando as investidas adversárias.

Como fica?

Para o Dourado, time de Bernardo Franco, só a vitória interessava após o empate sem gols contra o Goianiense. Com mais um resultado desastroso, o time continuou com míseros 27 pontos e se distanciou ainda mais dos rivais diretos. O jogo atrasado era a oportunidade para se aproximar, mas o desempenho pobre tecnicamente impediu.

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Agora, o Dourado continua estacionado na 19ª posição, na iminência de ser rebaixado. Enquanto isso, assistiu os rivais Vitória, Corinthians e Fluminense venceram na última rodada. A parte debaixo da tabela ficou assim: Furacão caiu para 18º (com 31 pontos), o Timão subiu para 17º (com 32), o Leão da Barra saiu do Z4, parando em 16º (32 pontos) e o Flu saltou para 11º (36).

Já o Cruzmaltino, que não vencia há oito jogos, voltou a sentir o sabor da vitória e se manteve estacionado em décima posição, agora com 40 pontos. O próximo compromisso será no dia 28, contra o Bahia, mesmo dia que o Dourado recebe o Corinthians na Arena Pantanal, às 18h.

84% DE CHANCES DE CAIR

Bernardo Franco minimiza revés desastroso contra o Vasco e ainda crê em permanência: ‘vamos lutar até o final’

Da Redação OD – Pedro Coutinho

Foto: AssCom Dourado

Bernardo Franco minimiza revés desastroso contra o Vasco e ainda crê em permanência: 'vamos lutar até o final'

Após mais uma aparição desastrosa, desta vez na derrota por 1 a 0 contra o Vasco nesta quinta-feira (25), o técnico do Cuiabá, Bernardo Franco, relativizou o resultado e afirmou que foi o Dourado que construiu as melhores oportunidades de vencer o jogo. Na sua opinião, o desgaste emocional pesou, e a “sorte” que faltou para o Auriverde foi a que levou o Cruzmaltino ao triunfo.

Apesar de dizer que “o Cuiabá teve as melhores oportunidades para vencer o jogo”, e que “poderíamos ter tido melhor sorte”, o que se viu foram diversos arremates sem pontaria e capricho, que sequer deram trabalho de fato para o goleiro vascaíno, Leo Jardim.

Isso talvez seja reflexo do desgaste emocional vivido pelo elenco e destacado pelo técnico auriverde, já que o time vem jogando o campeonato dentro da zona de rebaixamento há longas rodadas.

No primeiro tempo, que foi morno e sem chances claras de nenhum lado, o Dourado até que somou chances, mas desperdiçou todas. Isso se repetiu na etapa final, mesmo com o time tentando e acumulando finalizações, que, porém, saíram erradas.

No comecinho do jogo, Lucas Fernandes ficou de frente pro gol, com espaço, mas finalizou fraco e no meio, fácil para Leo Jardim. Pouco depois, Pitta recebeu sozinho nas costas da zaga e subiu para cabecear, mas isolou. Fernando Sobral, de muito longe, ficou de frente pro gol, com espaço e mandou uma bomba, que foi pra fora. No final do primeiro tempo, Pitta teve outra chance, de longe, e isolou de novo. A única defesa de Leo Jardim foi no chute fraco de Fernandes, enquanto todas as demais foram pra fora.

Mas, na leitura de Franco: “acredito que o Cuiabá teve as melhores oportunidades para vencer o jogo. conseguimos sair jogando desde trás, desbloquear as primeiras pressões do Vasco, jogar entre as linhas, e colocamos nosso atacante em situações de frente para o gol. Tivemos oportunidades suficientes para que a gente pudesse sair daqui hoje com uma vitória. Então, fica o sentimento de que poderíamos ter tido melhor sorte, até na minha opinião, o gol que o Vasco acaba achando”.

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Enquanto o Dourado desperdiçava as oportunidades que Bernardo Franco categorizou como “as melhores para vencer o jogo”, o Vasco ia pressionando e sufocando o adversário. No começo do segundo tempo, Rodríguez quase abriu o placar após Walter sair do gol, mas o arqueiro recuperou e salvou.

O gol saiu aos 7 do segundo tempo, numa cobrança de escanteio vascaína que contou com um descuido fatal da zaga dourada. No lance, João Victor cabeceou, a bola resvalou em Marllon, do Cuiabá, e sobrou no pé de Hugo Moura, que estufou as redes. No replay do lance, é possível ver que os cinco marcadores do Cuiabá que estava nos arredores de Moura nada fizeram para, pelo menos, tentar bloquear o chute. Faltou atenção.

Depois do gol, o Dourado mudou a postura e se postou ofensivo, com jogadas construídas por Lucas Fernandes, Sauer e Pitta. Apesar disso, o trio não caprichou nos arremates e Leo Jardim não teve trabalho para salvar o Cruzmaltino, igual no primeiro tempo.

Franco e a direção ainda mantém a esperança na permanência e transmitem essa mensagem para o time. Enquanto houver as mínimas possibilidades de ficar na elite, o time vai lutar.

“Oscilações vão acontecer, pois são naturais, mas estamos tendo desempenho nos jogos que nos permite acreditar, e nos vamos acreditar até o final. Essa mensagem que passamos aqui e seguimos trabalhando convictos de que ainda depende de nós e, no que depender de nós, vamos lutar até o final”, completou Franco.

Ainda restam oito rodadas para o final do campeonato, com 24 pontos em disputa. Com atuais 27 pontos, o Dourado precisaria de, no mínimo, 18 para atingir os 45 que normalmente é a pontuação de corte da Série A. Contudo, o Auriverde tem apenas 16,2% de chances de atingir essa marca, segundo dados do departamento de estatística da UFMG.

O time tem pela frente o Corinthians, às 18h da próxima segunda-feira (28) na Arena Pantanal, depois o Bragantino no dia 2, no Nabizão. Na sequência, encara o Botafogo, no dia 9, Flamengo, 20, Juventude, Bahia, Fluminense e Vasco. A missão é quase impossível, mas a esperança deve ser mantida.

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