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Pastorello cobra informações sobre contratos de R$ 25 milhões com empresas investigadas: prefeitura não responde

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Assessoria

O vereador Cézare Pastorello (PT) solicitou informações sobre contratos no valor de R$ 25 milhões entre a Prefeitura de Cáceres e empresas investigadas na Operação Gomorra. Apesar do requerimento formal aprovado pela Câmara Municipal, a prefeitura não respondeu até o momento, descumprindo prazos legais e levantando suspeitas sobre a gestão pública.

Deflagrada em 7 de novembro de 2024, a Operação Gomorra foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), composto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e pela Polícia Judiciária Civil (PJC). A operação visava desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes de licitações e desvio de recursos públicos em mais de 100 prefeituras e câmaras municipais do estado.

As investigações começaram com a apuração de possíveis irregularidades, como adulteração de notas fiscais, uso do chamado “cartão coringa” para desvio de combustível e prática de sobrepreço no município de Barão de Melgaço. Esses indícios revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada para desviar recursos públicos em diversas prefeituras de Mato Grosso.

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Entre as prefeituras investigadas, Cáceres aparece na lista divulgada pelo Ministério Público Estadual com um pagamento de R$ 804.084,07 à empresa Pantanal Gestão, uma das envolvidas no esquema. No entanto, o vereador Pastorello identificou, por meio de cruzamento de dados entre CNPJs e sócios, um montante muito maior: R$ 25.540.599,60, envolvendo diversas secretarias e a Autarquia Águas do Pantanal.

Diante das suspeitas, o vereador protocolou, em 11 de novembro de 2024, um requerimento aprovado pela Câmara Municipal de Cáceres, solicitando informações sobre os contratos, sua fiscalização e as notas fiscais pagas. Apesar disso, a prefeitura não respondeu no prazo legal e, em 26 de novembro de 2024, enviou um ofício à Câmara pedindo uma dilação de prazo de 30 dias. Até hoje, 3 de janeiro de 2025, nenhuma resposta foi apresentada.

Segundo Pastorello, a falta de transparência da prefeitura é preocupante: “Informações sobre contratos e execução contratual devem estar disponíveis no portal da transparência. A ausência dessas informações já gera suspeitas, mas, como vereador, devo seguir os ritos adequados de fiscalização. A falta de resposta a um requerimento formal aprovado por unanimidade dos vereadores, além de desrespeitar o Poder Legislativo, configura crime de responsabilidade, que independe de pronunciamento da Câmara Municipal.” O vereador afirmou ainda que encaminhará o caso ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público Estadual, que já investigam o caso.

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A ausência de resposta ao requerimento não apenas viola o dever de transparência do Executivo, mas também compromete a confiança da população na gestão pública. “A transparência é um pilar fundamental da democracia. Quando o Executivo se recusa a prestar contas, abre espaço para dúvidas sobre a integridade de suas ações”, concluiu o vereador em nota.

Leia o requerimento com os valores aqui:
https://sapl.caceres.mt.leg.br/media/sapl/public/documentoacessorio/2024/18409/prot_1368_req_208_2024_.pdf

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