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Por que um medicamento pode levar anos para chegar à farmácia?

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Processo envolve desde a qualificação de fornecedores até monitoramento contínuo após a venda; entenda a jornada do produto até o consumidor

 

Antes de um medicamento chegar às prateleiras das farmácias e ser entregue ao paciente, ele percorre um longo caminho repleto de análises, testes e aprovações rigorosas. Esse processo, que pode durar anos, é desenhado para garantir um objetivo fundamental: a segurança de quem vai usar o produto.

 

Gerente de Registros do Laboratório Teuto, uma das maiores indústrias farmacêuticas da América Latina, Pollyana Rodrigues Segantine explica que a produção de um medicamento não começa na linha de montagem, mas sim na escolha criteriosa dos parceiros. “A primeira etapa é a qualificação dos fornecedores dos materiais usados na fabricação”, afirma.

 

Em seguida, vem o desenvolvimento do produto em si, além da criação do método analítico – uma espécie de “receita de controle de qualidade”. Tudo precisa ser validado conforme as Boas Práticas de Fabricação (BPF). Depois, o laboratório realiza testes de equivalência farmacêutica, bioequivalência ou estudos clínicos, dependendo do tipo de remédio.

 

Paralelamente, estudos de estabilidade definem o prazo de validade. “É assim que garantimos que o produto não se degrada durante todo o período em que fica à disposição do consumidor”, afirma a gerente.

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Pesquisas, análises e aprovações regulatórias não são mera burocracia, elas existem por um motivo claro: assegurar que o medicamento contenha exatamente o que está declarado no rótulo, com qualidade, segurança e eficácia comprovadas.

 

Monitoramento

 

Algo que muitos desconhecem é que até mudanças aparentemente simples, como alterações na embalagem ou na bula, precisam de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Isso acontece porque a Anvisa mantém atualizadas, em seu site, todas essas informações do produto”, explica Pollyana. “Dessa forma, qualquer usuário pode conferir os dados do remédio que está usando. É uma maneira de avaliar se o produto é autêntico, de acordo com o registro oficial.”

 

A área de Registros do laboratório atua como uma ponte entre a indústria e o órgão regulador. “Conhecemos as normas e regras da Anvisa, e nosso trabalho é conferir e garantir que todos os documentos apresentados à agência estejam corretos para que o produto possa ser comercializado”, detalha a gerente.

 

Essa função tem impacto direto na saúde pública. “Nosso controle assegura que só cheguem ao mercado produtos com qualidade e os efeitos desejados”, afirma Pollyana.

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Engana-se quem pensa que, depois que o medicamento está disponível nas farmácias, o trabalho acaba. “Após chegar ao mercado, o medicamento ainda passa por análises fiscais no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). Periodicamente, são recolhidas amostras para que laboratórios públicos avaliem se o produto está de acordo com os testes de controle de qualidade. Além disso, dados do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e de farmacovigilância são monitorados anualmente pela Anvisa”, afirma Pollyana.

 

Compromisso que vai além da fábrica

 

Para o Laboratório Teuto, que há anos figura entre os líderes do mercado farmacêutico no país, o rigor regulatório não é apenas uma obrigação legal, mas parte de um compromisso com a saúde da população. “Cada documento aprovado, cada lote testado e cada produto que chega nas farmácias representam a nossa responsabilidade com quem confia nos nossos medicamentos”, completa Pollyana.

 

Com décadas de experiência e um parque industrial de alta tecnologia, o Teuto se consolidou como referência no setor, investindo continuamente em qualidade, inovação e conformidade com as rigorosas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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