conveniente para negar fagundes
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), aderiu publicamente ao grupo de correligionários que rechaça a aliança regional entre o PL e o MD. O alinhamento foi chancelado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, mas escancarou um racha na base bolsonarista do estado.
Moretti junta-se aos prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), reforçando a ala que apoia o projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo estadual. A determinação da cúpula nacional, contudo, serviu como a justificativa perfeita para que o trio de prefeitos sustentasse o movimento de dissidência interna no pleito deste ano, que já vinha articulado desde março.
Em tom veemente, publicado em suas redes sociais, a gestora de Várzea Grande declarou recusa irrevogável em dividir o mesmo palanque com adversários locais filiados ao MDB. “Não estarei no mesmo palanque de Kalil Baracat, do meu principal adversário político em Várzea Grande”, afirmou a prefeita.
“Também não estarei ao lado de Janaína Riva, que, diante da violência política que enfrentei, do vereador Wanderley Cerqueira, que é do seu partido e escolheu o silêncio. Minha fidelidade é ao povo de Várzea Grande”, completa.
O arranjo firmado pela direção nacional do PL previa o apoio à pré-candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado, compondo a chapa majoritária encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL). A costura contou com o aval do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, prevendo veto estrito a críticas públicas ao MDB ou a Janaina Riva por parte dos filiados liberais.
A proibição foi solenemente ignorada pelas principais lideranças municipais do partido. Antes da manifestação de Moretti, Abilio Brunini já havia afirmado que preferia ser expulso a subir no palanque da emedebista, no que foi seguido por Cláudio Ferreira, que classificou a composição como uma “total incoerência”.
A ala “pivetista” do PL deve ganhar novos adeptos nos próximos dias entre parlamentares e militantes bolsonaristas que rejeitam o pragmatismo da cúpula do partido. O movimento, porém, expõe contradições no discurso dos rebelados. Antes do anúncio oficial do acordo entre PL e MDB, o próprio Otaviano Pivetta buscava construir uma composição com o MDB que previa Janaina Riva como sua candidata a vice-governadora.
À época das tratativas, os três prefeitos mantiveram silêncio sobre a negociação, passando a apontar incoerência na aliança apenas quando o comando nacional do PL formalizou a coligação.




























