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Realizado pela DPEMT no último sábado, o mutirão busca garantir o direito fundamental à identidade e fortalecer vínculos familiares

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Por Paulo Henrique Fanaia  

Após cinco anos de brigas e humilhações, J.M.O., de 35 anos, buscou o mutirão “Meu Pai Tem Nome”, realizado pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), nesse sábado (16), para protocolar uma ação de reconhecimento de paternidade contra o ex-marido. O objetivo dela é que o ex seja obrigado pela Justiça e realizar exame de DNA para enfim registrar o filho de cinco anos.

J.M.O. conta que foi casada com o ex por nove anos e desta união nasceram quatro filhos. Os três primeiros filhos foram devidamente registrados pelo pai, porém, após muitas brigas, o casal se separou. Neste meio tempo, J.M.O. descobriu que estava grávida de M, porém, o pai, que já estava se relacionando com outra mulher, se negou a reconhecer o garoto e nem ao menos acompanhou o nascimento do filho.

“Nesses cinco anos eu tentei, procurei o meu ex para conversar, mas não tinha diálogo da parte dele. Ele sempre me tratou com ignorância, não querendo registrar o filho. Eu disse a ele que vinha aqui na Defensoria, mas mesmo assim ele não quis vir, me humilhou, falou que eu estava querendo me beneficiar com pensão, me colocou pra baixo, falou que eu tinha que procurar crescer na vida, tinha que achar alguém pra me ajudar e não ficar vivendo de pensão. Mas eu nunca respondi porque não é questão de dinheiro, é questão do meu filho ter o direito a ter o nome do pai no registro”, contou J.M.O.

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O atendimento de J.M.O. aconteceu no Núcleo da Defensoria Pública de Várzea Grande, uma das sete cidades mato-grossenses que participaram do “Meu Pai Tem Nome”, campanha nacional coordenada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), buscando garantir o direito fundamental à identidade e fortalecer vínculos familiares.

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