A Rede Cerrado coordenou dois importantes painéis durante a COP16, que acontece entre os dias 21/10 e 1º/11, em Cali, na Colômbia. Os eventos destacam o papel vital dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na proteção do bioma Cerrado e na promoção de práticas sustentáveis.
O primeiro painel, “O Papel dos Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado no Fortalecimento da Bioeconomia como Mecanismo de Combate ao Desmatamento e Valorização dos Territórios”, contou com a participação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ), de organizações associadas à Rede Cerrado e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O objetivo do painel é evidenciar a importância dos povos indígenas, quilombolas e agricultores (as) familiares do Cerrado no fortalecimento da sociobioeconomia. Suas práticas sustentáveis e produtos têm se mostrado essenciais para a proteção dos territórios, conservação dos recursos hídricos e combate ao desmatamento, contribuindo diretamente para a preservação do bioma.
O painel “Conhecimento Tradicional Associado à Biodiversidade e Troca de Saberes no Contexto do Mecanismo de Doação Dedicada (DGM)”, realizado em parceria com a Funatura, Central do Cerrado, Ministério da Igualdade Racial e Parceiros do DGM, discutiu o papel central das comunidades tradicionais na conservação do Cerrado. O evento abordou como a sociobioeconomia pode ser uma ferramenta eficaz para frear o desmatamento, promovendo um modelo de desenvolvimento que alia conservação da biodiversidade, valorização dos saberes tradicionais e sustentabilidade econômica. O painel também está alinhado às metas da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) e discutirá como o futuro plano nacional de sociobioeconomia, com a contribuição ativa dessas comunidades, pode proteger áreas críticas do Cerrado e garantir o uso sustentável da biodiversidade.
Os dois painéis reforçaram o protagonismo das comunidades tradicionais na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável, fortalecendo o Cerrado como um bioma essencial para o equilíbrio climático e a biodiversidade global.
Sobre a Rede Cerrado
Fundada em 1992, durante a Eco 92, a Rede Cerrado é uma organização não governamental que reúne coletivos, movimentos sociais, entidades representativas de Povos e Comunidades Tradicionais, organizações do terceiro setor e entidades socioambientais
São mais de 60 organizações associadas e cerca de 300 organizações conectadas ao campo político dinamizado pela Rede Cerrado.
Estar em rede nos fortalece, permitindo que nossas vozes sejam ouvidas em todos os níveis de decisão política e ampliando o impacto de nossas ações.
Juntos e juntas, construímos estratégias para enfrentar os desafios complexos que ameaçam o Cerrado.
Contato Imprensa: Ingrid Silveira































