Entenda como datas comemorativas em que brasileiros se reúnem podem acarretar em prejuízos significativos ao mercado energético do país
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No próximo dia 10 de maio, enquanto milhões de brasileiros irão se reunir para celebrar o Dia das Mães, o setor elétrico viverá momentos de pressão de proporções bilionárias. Durante datas celebrativas como essa, em que muitas famílias se juntam em um único espaço, o consumo acaba extremamente reduzido, gerando um cenário de risco para o mercado.
Graças à diferença entre produção e demanda elétrica no dia da celebração, assim como em outras, como Dia dos Pais, Natal e Ano Novo, por exemplo, o setor convive com a possibilidade dos cortes no abastecimento, que já renderam, somente no ano passado, um prejuízo de R$ 6,5 bilhões ao país, de acordo com levantamento da Volt Robotics.
Nestas datas, além das empresas e indústrias em geral utilizarem menos eletricidade, as pessoas também consomem menos luz em suas residências, o que leva a demanda nacional a patamares mínimos. Sendo assim, os cortes na geração energética precisam acontecer a fim de evitar sobrecarga nos circuitos e preservar a segurança e confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Chamado de curtailment, o processo restritivo tem se tornado cada vez mais comum e amplo no Brasil, intensificando o risco de gerar prejuízos ainda maiores para o setor. Isso porque, desde dezembro do ano passado, está em voga novas restrições que também incluíram as usinas classificadas como Tipo III, passando a englobar as de biomassa, dentro da possibilidade de corte.
De acordo com Newton Duarte, presidente-executivo da Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia), a adição da bioeletricidade na possibilidade de curtailment gera uma ameaça de perdas energéticas e financeiras ainda mais pesadas nesses feriados. “Quando o corte acontece num ciclo de cogeração, temos duas frentes afetadas. Pelo fato de atuarem na cogeração de energia elétrica e térmica concomitantes, as infraestruturas apresentam poucas condições de flexibilizar sua produção, tornando praticamente impossível se adequar a geração mínima, ou mesmo nula em cenários críticos, de exportação ao SIN sem comprometer a produção agroindustrial. Sendo assim, o grande ponto é que a contenção nesse caso cria o risco de prejuízos ainda mais significativos, uma vez que incluem os processos industriais, colocando em xeque uma conta ainda maior”, alerta o especialista.
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Sobre a Cogen
A Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), criada em 2003, atua de forma institucional para impulsionar a Geração Distribuída no Brasil, com foco em cogeração a partir de biomassa, gás natural e biogás. Reúne 80 associados que representam toda a cadeia de cogeração no Brasil. A entidade desenvolve estudos técnicos e dialoga com órgãos governamentais para aprimorar a regulação do setor. Além disso, promove conexões estratégicas e oportunidades de negócios entre empresas com interesses comuns, fortalecendo o ecossistema de cogeração no país.
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Informações para a imprensa:
Carlos Souza – Gerente de Atendimento
































