Venezuelanos, haitiano e boliviana atuam em funções ligadas à assistência, tecnologia e apoio hospitalar
Oito refugiados que reconstruíram suas vidas no Brasil integram atualmente as equipes do Hospital São Mateus, em Cuiabá. Eles atuam em diferentes setores da unidade e representam histórias de superação, integração e novas oportunidades que ganham ainda mais significado no Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.
Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data chama a atenção para os desafios enfrentados por milhões de pessoas que precisaram deixar seus países de origem em razão de conflitos, perseguições ou violações de direitos. Atualmente, mais de 122 milhões de pessoas vivem em situação de deslocamento forçado em todo o mundo.
No Hospital São Mateus, seis venezuelanos, um haitiano e uma boliviana exercem funções como auxiliar de serviços gerais, auxiliar de almoxarifado, técnico de enfermagem, aprendizes, auxiliar de transporte hospitalar, analista de infraestrutura de TI e atendente de laboratório. As contratações fazem parte do projeto Inclusão Sem Fronteiras, iniciativa voltada à inclusão de refugiados e imigrantes nas unidades da rede.
De acordo com a coordenadora corporativa de Recrutamento e Seleção, Magda Costa, a oportunidade de trabalho representa um passo importante na reconstrução da vida dessas pessoas.
“Para quem precisou deixar o próprio país, conquistar uma oportunidade de trabalho significa muito mais do que obter uma renda. É a possibilidade de recuperar a autonomia, retomar projetos de vida e construir novas perspectivas para o futuro. Ao mesmo tempo, essas pessoas trazem experiências, conhecimentos e visões de mundo que enriquecem as equipes e fortalecem a cultura do acolhimento”, afirma.
Inclusão que gera oportunidades
Desde a criação do projeto Inclusão Sem Fronteiras, 55 refugiados já foram contratados nos 17 hospitais da rede em diferentes regiões do país. Desse total, 40 são venezuelanos. Há ainda colaboradores oriundos de países como Haiti, Angola, Guiné-Bissau, Colômbia, Cuba, Bolívia e Congo.
Para a gestora, a convivência entre pessoas de diferentes nacionalidades tem gerado impactos positivos tanto para as equipes quanto para o ambiente de trabalho, estimulando a troca de experiências e ampliando o contato com diferentes culturas e trajetórias de vida.
“A diversidade promove troca de experiências, amplia perspectivas e fortalece valores como respeito, empatia e acolhimento. Quando oferecemos oportunidades para pessoas que buscam reconstruir suas vidas, contribuímos para a inclusão social e para a construção de equipes mais solidárias”, conclui.
A iniciativa integra o Fórum Empresas com Refugiados, movimento coordenado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Pacto Global da ONU no Brasil, que reúne organizações comprometidas com a inclusão socioeconômica dessa população.





























