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Setembro em Flor reforça a importância dos exames preventivos para a saúde da mulher

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Especialista alerta para os riscos, sintomas e formas de prevenção dos tumores ginecológicos
No Brasil, a estimativa é que mais de 704 mil novos casos de câncer sejam registrados em 2025. Desse total, cerca de 32 mil devem atingir exclusivamente as mulheres: são os tumores ginecológicos, que incluem os cânceres de colo do útero, ovário, endométrio, vulva e vagina. Juntos, representam aproximadamente 13% de todos os diagnósticos e, muitas vezes, não dão sinais nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Para chamar atenção sobre esses números e estimular o cuidado contínuo com a saúde, foi criado o Setembro em Flor, mês de conscientização sobre os cânceres ginecológicos. “Esses tumores são silenciosos em boa parte dos casos, mas quando descobertos no início têm altas chances de cura. Por isso, é fundamental que as mulheres mantenham consultas ginecológicas regulares e realizem os exames de rastreamento”, orienta o oncologista do Hospital São Mateus, Cleberson Queiroz.
Entre os principais sinais de alerta que não devem ser ignorados estão sangramento fora do período menstrual ou após a menopausa, dor pélvica persistente, aumento do volume abdominal, corrimento com odor alterado, dor ou sangramento durante a relação sexual, além de lesões ou coceira contínua na vulva. Nesses casos, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.
O tratamento varia conforme o tipo e o estágio da doença, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou combinações dessas abordagens. No entanto, a prevenção continua sendo a estratégia mais poderosa contra os tumores ginecológicos. Além da rotina médica, a vacinação contra o HPV é considerada essencial na redução dos casos de câncer do colo do útero – um dos mais incidentes no Brasil.
O impacto vai além da saúde física. Segundo Queiroz, a forma como a doença é descoberta influencia diretamente a vida da paciente. “O diagnóstico tardio pode significar tratamentos mais longos, invasivos e com maiores riscos, enquanto a descoberta precoce abre caminho para terapias menos agressivas e maior qualidade de vida durante e após o tratamento”, explica.
Outros tipos de câncer
O HPV é considerado o principal vilão do câncer de colo do útero. A boa notícia é que existe vacina gratuita no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além do exame de Papanicolau, capaz de identificar lesões antes que evoluam para um quadro mais grave.
Já o câncer de ovário é conhecido como “silencioso”: em geral, não apresenta sintomas nas fases iniciais e não há exame de rastreamento eficaz. Apenas em 2024, foram registrados 7 mil casos da doença no Brasil. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário devem redobrar a atenção, pois alterações genéticas podem aumentar o risco.
Outro tumor que vem crescendo é o de endométrio, associado principalmente à obesidade. Somente no último ano, mais de 8 mil mulheres receberam esse diagnóstico. Já os cânceres de vulva e vagina, também relacionados ao HPV, podem ser prevenidos com a vacina e o acompanhamento ginecológico regular.
Por isso, o especialista da Rede Medical ressalta: “a mensagem é clara: falar sobre saúde ginecológica é salvar vidas. Manter consultas em dia, adotar hábitos saudáveis, se vacinar e prestar atenção aos sinais do corpo são atitudes que fazem toda a diferença. A prevenção é, sem dúvida, a chave para florescer com mais saúde, não apenas em setembro, mas o ano todo”.
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