Aém das prisões e buscas, investigações têm como foco a desarticulação financeira dos investigados
Os mandados são cumpridos em diversos bairro de Cuiabá e nas cidades de Cáceres, Campo Novo dos Parecis, Santo Antônio do Leverger, Castanheira e Foz do Iguaçu (PR).

A operação faz parte dos trabalhos da Operação Erga Omnes, deflagrada dentro do planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso para combate à atuação de facções criminosas no estado.
No curso das investigações conduzidas pela DRE, foram identificados traficantes envolvidos com o comércio de drogas sintéticas como ecstasy, MDMA, LSD, popularmente conhecidas como “bala”, “roda” e “doce”, além de outras substâncias como variações de maconha, que eram comercializadas com usuários de melhor poder aquisitivo em bairros considerados nobres da Capital e em festas e baladas.
Esses traficantes atuavam de forma associada, dividindo tarefas e sendo fornecedores diretos a outros contatos, também somando valores para compra de maiores quantidades de drogas com qualidade mais refinada.

Outra parte dos investigados se associava ao grupo comprando drogas para fornecimento a terceiros, captando usuários e intermediando uma espécie de rateio para ampliação das vendas ilícitas. Destacou-se ainda na investigação a participação de alguns investigados vinculados a uma facção criminosa que atua no Estado de Mato Grosso, mediante o pagamento de espécie de taxa para execução das atividades ilícitas.
As buscas e apreensões foram cumpridas em condomínios e residências em diversos bairros da Capital, mobilizando 51 equipes da Polícia Civil, com um total de 230 policiais de várias unidades da Diretoria de Atividades Especiais e Diretoria Metropolitana, além de delegacias do interior do Estado e Paraná.

A terceira fase da Operação Doce Amargo faz parte do trabalho contínuo de combate ao tráfico de drogas sintéticas pela DRE, que também atua permanentemente no combate ao tráfico doméstico e outras investigações de maior complexidade.

Doce Amargo
O nome da operação faz uma junção de palavras, como “doce”, referência à forma como drogas sintéticas são denominadas pelos usuários e “amargo”, em referência ao dissabor experimentado pelos investigados diante da repressão estatal.
Coletiva
Os delegados da DRE responsáveis pelas investigações concederão entrevista coletiva sobre a Operação Doce Amargo às 9h30, na Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes, localizada na Rua Havana, nº 215 – Bairro Jardim das Américas – Região Leste, Cuiabá.





























