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Uso diário de filtro solar é essencial em Mato Grosso, alerta professor farmacêutico da ETEC Cáceres

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Em um estado marcado por altas temperaturas durante a maior parte do ano, o uso do filtro solar deve ser encarado como um hábito diário em Mato Grosso. Especialistas reforçam que a proteção vai muito além da estética: trata-se de uma medida essencial de saúde, capaz de prevenir manchas, queimaduras, envelhecimento precoce e, principalmente, o câncer de pele.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, representando cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos. Mato Grosso, por estar em uma região de forte radiação solar, figura entre os estados com maior risco.

O professor farmacêutico Flávio Borges, da Escola Técnica Estadual de Cáceres, explica que o filtro solar precisa fazer parte da rotina diária, mesmo em atividades comuns, como trabalhar, dirigir ou caminhar na rua.

“Muita gente acredita que o protetor solar é necessário apenas em dias de lazer, na praia ou piscina. Isso é um erro. A radiação ultravioleta atravessa as nuvens e até vidros. Portanto, mesmo em dias nublados ou dentro do carro, a pele continua sendo exposta”, afirma.

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Entre os mitos mais comuns está a ideia de que pessoas negras não precisam usar protetor solar. O professor destaca que essa crença é perigosa. “É verdade que a melanina oferece alguma defesa, mas isso não significa imunidade. Pessoas negras também podem ter queimaduras, manchas e desenvolver câncer de pele. A diferença é que, em muitos casos, podem optar por um protetor com fator de proteção (FPS) mais baixo, como 15 ou 30, mas nunca devem abrir mão do uso”, explica.

A SBD lembra que o câncer de pele em pessoas negras pode ser ainda mais agressivo, já que muitas vezes o diagnóstico acontece tardiamente, quando os sinais são confundidos ou ignorados. Por isso, além da proteção diária, a observação da própria pele é fundamental. Alterações em pintas ou manchas — como mudança de cor, tamanho ou formato — devem ser avaliadas por um médico.

Outro ponto destacado pelos especialistas é o modo de aplicação. O produto deve ser passado de forma generosa, cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, cobrindo áreas frequentemente esquecidas, como orelhas, nuca, pés e dorso das mãos. Para manter a proteção, é necessário reaplicar a cada duas ou três horas, especialmente em dias de calor intenso, após contato com água ou excesso de suor.

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“O câncer de pele, quando detectado cedo, tem altas chances de cura. Por isso, o filtro solar deve ser visto como um aliado da saúde e não apenas como produto estético”, conclui Flávio.

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