CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Veterano do jornalismo policial, Flexa relembra origem do apelido e histórias da carreira

publicidade

Conhecido por décadas de atuação no jornalismo policial em Mato Grosso, o repórter Júlgilas Wladas Albenaz Garcia, popularmente chamado de Flexa, concedeu entrevista ao RDM Online e relembrou episódios marcantes de sua trajetória. Durante a conversa , ele contou detalhes da juventude, explicou a origem do apelido que o acompanhou por toda a carreira e falou sobre como o nome artístico acabou se tornando sua principal identidade no meio da comunicação.

 

RDM Online: Para começar, conte para nós qual é o seu nome completo e a origem dele.

 

Flexa: Meu nome é muito complicado. É Júlgilas Wladas Albenaz Garcia. O Bernardo vem da família da minha mãe e o Garcia vem da família do meu pai. É um nome grande e diferente, que muitas vezes as pessoas têm dificuldade até de pronunciar. Desde jovem eu percebia que muita gente acabava abreviando ou tentando adaptar o nome, justamente por ser incomum.

 

RDM Online: O senhor percebeu cedo que seu nome chamava atenção das pessoas?

 

Flexa: Sim, desde muito novo. Sempre que eu me apresentava, as pessoas ficavam curiosas ou até confusas com o nome. Era comum pedirem para repetir ou perguntarem de onde vinha. Com o tempo, isso acabou virando algo natural para mim, mas também ajudou a abrir espaço para que o apelido acabasse ficando mais forte do que o próprio nome.

 

RDM Online: Em que momento da sua vida surgiu o apelido Flexa?

 

Flexa: O apelido surgiu quando eu morava em Teresina, no Piauí. Naquela época eu ainda era jovem e estava muito envolvido com atividades esportivas, principalmente artes marciais. Foi nesse ambiente de treino e convivência com outros atletas que o apelido apareceu pela primeira vez.

 

RDM Online: O senhor já praticava artes marciais antes disso?

 

Flexa: Sim. Eu treinava judô e sempre gostei muito de esporte. Meu irmão, por exemplo, treinava capoeira. Um dia resolvi ir assistir a um treino dele, por curiosidade mesmo. Quando vi a dinâmica da capoeira, a agilidade, a música e o movimento, gostei muito e resolvi experimentar também.

 

RDM Online: E como foi essa experiência inicial com a capoeira?

 

Leia Também:  Recolocação profissional em foco: Como se preparar para voltar ao mercado de trabalho

Flexa: Foi algo que me marcou bastante. Eu comecei a treinar e percebi que tinha facilidade para os movimentos. Eu era muito magro, muito esguio e tinha bastante agilidade. Isso acabava ajudando nos golpes e nas esquivas, que exigem rapidez e flexibilidade.

Leia Também:  ALFREDO MENEZES Centro Histórico, uma vez mais

 

RDM Online: Foi nesse contexto que surgiu o apelido?

 

Flexa: Exatamente. Durante os treinos, o mestre começou a observar minha movimentação. Eu tinha cabelo comprido, que era moda naquela época, e era muito rápido dentro da roda. Aí ele começou a dizer que eu parecia uma flecha pela velocidade dos movimentos. Foi então que ele colocou o apelido de Flexa.

 

RDM Online: O apelido foi aceito de imediato pelo grupo?

 

Flexa: Sim, porque dentro das artes marciais e da capoeira é muito comum que os mestres deem apelidos aos alunos. Isso acaba criando uma identidade dentro do grupo. Quando ele falou, todo mundo começou a me chamar assim, e o nome acabou pegando.

 

RDM Online: O senhor manteve esse apelido mesmo depois de sair daquele ambiente de treino?

 

Flexa: Mantive sim. O apelido acabou me acompanhando por muitos anos. Mesmo quando eu deixei aquela fase mais intensa de treino, as pessoas continuavam me chamando de Flexa. Com o tempo, ele acabou se tornando algo natural na minha vida.

 

RDM Online: Em algum momento o senhor descobriu um significado mais profundo para o nome?

 

Flexa: Sim. Depois de muito tempo, estudando mais sobre artes marciais e cultura oriental, eu descobri que o termo flecha também é associado ao tigre em algumas tradições, justamente pela velocidade e precisão. Achei interessante porque tinha tudo a ver com o motivo pelo qual o apelido foi criado.

 

RDM Online: Quando o senhor voltou para Cuiabá, o apelido já era conhecido?

 

Flexa: Quando eu voltei para Cuiabá, o apelido começou a se espalhar naturalmente entre as pessoas próximas. Como meu nome completo era difícil de pronunciar, muita gente preferia me chamar pelo apelido. Aos poucos, ele foi se consolidando.

 

RDM Online: Em que momento o apelido passou a fazer parte da sua vida profissional?

 

Flexa: Isso aconteceu quando comecei a trabalhar na comunicação. Algumas pessoas perguntavam como deveriam me apresentar, já que meu nome era longo. Aí eu dizia que tinha o apelido da capoeira, Flexa. Com o tempo, ele acabou virando praticamente meu nome artístico.

Leia Também:  Carol Rost: O pagode de Cuiabá tem nova estrela

 

Leia Também:  Documentário sobre Floresta Amazônica é exibido no Cine Teatro gratuitamente

RDM Online: O apelido ajudou na sua identidade como comunicador?

 

Flexa: Ajudou bastante. No jornalismo, especialmente no policial, é importante que as pessoas identifiquem quem está falando. O apelido acabou sendo mais fácil de memorizar e criou uma ligação direta com o público.

 

 

RDM Online: Muitas pessoas confundem apelido com alcunha. Existe diferença?

 

Flexa: Existe sim. É importante esclarecer isso. Apelido é algo que normalmente surge entre amigos, colegas ou em ambientes como esporte e escola. Já a alcunha geralmente é usada para identificar criminosos ou personagens dentro de investigações policiais.

 

RDM Online: Então o senhor faz questão de reforçar essa diferença?

 

Flexa: Faço sim. O meu sempre foi apenas um apelido, algo que nasceu de forma natural dentro da capoeira e acabou me acompanhando na vida profissional. Não tem nada a ver com alcunha no sentido policial.

 

RDM Online: Depois de tantos anos de carreira, o senhor acredita que o nome Flexa se tornou parte da sua história?

 

Flexa: Sem dúvida. Hoje muitas pessoas me conhecem apenas por esse nome. Ele acabou se tornando parte da minha identidade dentro do jornalismo e também da minha trajetória pessoal. É um apelido que nasceu de forma simples, mas que acabou marcando toda a minha vida.

 

 

 

RDM Online: Acabamos de perder a grande profissional Laura Stella Guimarães. O senhor chegou a trabalhar com ela, e  Ela deixou um legado na comunicação e marcou época, inclusive na Cadeia neles, conquistando grande audiência. Diante disso, qual palavra o senhor usaria para definir essa profissional?

 

 

Flexa: Olha, eu fiquei realmente surpreso no velório. Fui entrevistado ao vivo e ainda não consegui ver a reportagem, principalmente porque me emocionei. Laura Stella tinha uma relação de amizade muito próxima comigo; eu a chamava de minha irmã.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade