Aproveitando o sucesso do true crime entre os jovens, projeto de escola pública do Mato Grosso une Biologia e investigação criminal para ensinar ciência e resolução de problemas
O projeto “Da vida à morte: A Biologia no centro da Investigação Criminal”, da Escola Estadual João Paulo I, em Paranaíta (MT), oferece uma experiência prática onde os estudantes exploram a ciência forense para conectar aprendizado teórico ao universo das investigações criminais.
A popularidade do true crime entre os jovens se transformou em uma ferramenta poderosa de aprendizado na Escola Estadual João Paulo I, em Paranaíta (MT). Para engajar os estudantes no aprendizado de ciência, o projeto “Da vida à morte: A Biologia no centro da Investigação Criminal” transforma o estudo da ciência em uma experiência prática e instigante, aproximando os alunos do universo da investigação forense.
Ao combinar teoria e prática, por meio de metodologias ativas, a disciplina eletiva de Ciências Forenses convida os alunos a aprenderem ao mesmo tempo em que desvendam mistérios. Sob a orientação da professora Liliam Patricia Pinto, a iniciativa, desenvolvida na escola de Ensino Médio Integral, busca construir habilidades como pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe, demonstrando na prática o papel transformador da ciência no ensino médio.
“Nosso objetivo com o projeto foi tornar o aprendizado mais significativo e conectado com o que interessa aos estudantes. A Biologia Forense, por exemplo, traz à tona a aplicação prática da ciência, mostrando como conceitos aprendidos em sala podem ser usados para resolver problemas do mundo real. As disciplinas eletivas têm esse papel especial de despertar curiosidade, estimular a autonomia e fazer com que os alunos se vejam como protagonistas no processo de aprendizagem,” destaca Liliam Patricia Pinto, professora de Biologia e coordenadora do projeto.
Testes de DNA e Simulações de cenas de crime
No projeto, os estudantes aprenderam sobre os fundamentos da Biologia Forense, como análise de DNA, fauna cadavérica e fibras vegetais. Em seguida, aplicaram esse conhecimento em atividades práticas, como a construção de um modelo humano e a simulação de uma cena de crime. Durante a simulação, os alunos coletaram e analisaram evidências, conduziram interrogatórios e solucionaram o caso com base em argumentos científicos. A metodologia, que incluiu gamificação e aprendizagem baseada em resolução de problemas.
“Embora o tema possa parecer impactante à primeira vista, ele está muito presente no dia a dia dos jovens, seja nas séries que assistem nos streamings, nos podcasts sobre crimes ou até nas redes sociais. Trazer essa temática para a sala de aula foi uma forma de falar a língua deles e aumentar a conexão com a escola. Além disso, conseguimos transformar esse interesse em uma oportunidade de aprendizado profundo, mostrando como a ciência está por trás de questões que eles já consideram fascinantes,” ressalta a professora.
O projeto foi planejado com foco em promover um aprendizado dinâmico e envolvente, utilizando metodologias como a sala de aula invertida e ferramentas digitais (Chromebooks e Mentimeter) para estimular a interação e o protagonismo dos estudantes. Desde a escolha do tema, feita de forma colaborativa, até as atividades práticas, o projeto incentivou a autonomia dos alunos e a exploração de novas formas de aprendizado.
“A relação dos alunos com a ciência foi significativamente fortalecida, pois o projeto mostrou como ela pode ser uma ferramenta poderosa para resolver problemas reais. Muitos estudantes relataram maior interesse por carreiras científicas, além de se sentirem mais confiantes em seu potencial para lidar com desafios complexos, refletindo um impacto positivo na autopercepção e no engajamento escolar”, finaliza Liliam.
O projeto foi finalista da Iniciativa Boas Práticas Pedagógicas: Inspirando o Futuro do Ensino Médio Integral, promovida pela Sincroniza Educação com o apoio do Instituto Sonho Grande. O reconhecimento reforça o impacto positivo da proposta, alinhada aos objetivos de implementar metodologias ativas e fortalecer o modelo de Educação Integral, contribuindo para uma formação mais completa e conectada com as demandas dos estudantes.
Protagonismo e aprendizado na prática
O Ensino Médio Integral oferece uma estrutura que valoriza a formação integral dos estudantes, unindo o desenvolvimento acadêmico às habilidades socioemocionais e ao protagonismo juvenil. Nesse modelo, projetos como este encontram um terreno fértil para florescer, incentivando os alunos a assumirem um papel ativo em seu aprendizado. Além de promover a autonomia e o trabalho em equipe, a o modelo integra diferentes dimensões do aprendizado, oferecendo aos estudantes uma vivência educacional mais conectada às demandas contemporâneas. Essas iniciativas fortalecem o engajamento e ajudam os jovens a desenvolverem competências essenciais para a vida acadêmica, profissional e cidadã.
Sobre o Ensino Médio Integral
O Ensino Médio Integral é uma proposta pedagógica multidimensional, moderna, nacional, pública e gratuita. A partir de um modelo de ensino que se conecta à realidade dos jovens e ao desenvolvimento de suas competências cognitivas e socioemocionais, propõe a formação integral dos estudantes. Trabalha pilares como projeto de vida, aprendizado na prática, tutoria, protagonismo juvenil, acolhimento, orientação de estudos e eletivas, que promovem a formação completa do estudante, junto aos componentes curriculares já previstos na BNCC. Está presente em cerca de 6 mil escolas em todo o país, beneficiando mais de 1 milhão de estudantes.
Informações à imprensa
Instituto Sonho Grande
Vanessa Menezes































