Da Redação – Bruna Barbosa
Foto: Reprodução
Assim como ele, o neto também foi diagnosticado com uma condição neurodivergente quando a família entendeu que o pequeno Otávio estava no espectro autista. Com 1 ano e 6 meses, Otávio fez os primeiros equilíbrios e hoje acompanha o avô em alguns dos desafios.
O interesse surgiu de forma espontânea enquanto ele assistia aos vídeos feitos por Cássio, que notou o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras ao ver o processo do pequeno equilibrista.
“Você percebe que ele trabalha com direita e esquerda, tem muita sensibilidade. Como tenho olho clínico para isso, percebo que ele sente com as pontas dos dedos. Se interessou vendo meus vídeos, agora fazemos juntos, equilibramos carrinhos. Ele começou a fazer sem ninguém forçar, foi algo dele, hoje você vê ele sozinho e está fazendo. Tem um vídeo dele que ele equilibra laranjas, ele fica um tempo sentindo até soltar as laranjas, é algo muito amplo”, explica Cássio.
“Ele vai ficar melhor que eu, porque começou muito cedo”, brinca o equilibrista.
Destaque nacional
Com mais de 500 vídeos de equilíbrios publicados em suas redes sociais, entre 2021 e 2023, Cássio já participou de programas como o SBT, Famosos da Internet, Melhores do Ano, Caldeirão com Mion e Encontro com Fátima Bernardes. Por conta dos benefícios que notou em si mesmo ao começar a equilibrar objetos, o veterinário realiza palestras sobre controle da ansiedade, autocontrole emocional, foco e superação de desafios pessoais.
“Vi que era uma coisa a ser explorada, porque tudo é equilíbrio em um mundo tão acelerado e te tira tanto do eixo, em que momento preciso desacelerar e encontrar o meu eixo? Então, comecei a escrever sobre isso e criar palestras. A ideia do equilíbrio não é só o show, é uma forma de chamar atenção nas redes sociais para a mensagem. Qual é a mensagem? Em um mundo doente e acelerado precisamos ter controle da ansiedade, desacelerar para ter qualidade de vida. Então, o equilíbrio, de alguma forma, fez com que eu não pirasse”.
Cássio superou desafios pessoais, incluindo a perda do pai e o câncer de próstata. Ele credita o equilíbrio por sua tranquilidade e serenidade. “Nesse percurso de 14 anos convivi com a perda do meu pai e com o câncer, com uma tranquilidade e uma serenidade muito grande. Falo que foi por conta do equilíbrio, que começou como uma brincadeira e virou coisa séria. Tive câncer de próstata há cinco anos, fiz radioterapia e todo o tratamento, graças a Deus correu tudo bem, mas aprendi a não sofrer por antecedência”.
Quando decidiu criar conteúdo sobre as analogias que envolvem o equilíbrio de objetos, Cássio tinha como objetivo espalhar a mensagem do que lhe fez bem e que pode ser aplicado em outros aspectos da vida.
“Usei esse hiperfoco para saber o que precisava fazer para construir equilíbrios mais complexos: precisava treinar a respiração, analisar ambientes, por exemplo, uma janela aberta me atrapalha. Começou a me dar uma visão sobre o mundo dos negócios, sobre envelhecimento e crianças, porque estão todas em telas, o que pode melhorar o equilíbrio em termos de função cognitiva mesmo, eu me tornei quase ambidestro de tanto treinar com as duas mãos”.
Para Cássio, muitas pessoas estão sofrendo com ansiedade atualmente e é necessário desacelerar, algo que passou a ressaltar em suas palestras. Ele explica que a ideia não é apenas fazer um show de equilíbrios desafiadores, mas levar uma mensagem para as pessoas que assistem a palestra ou acompanham os vídeos que publica no Instagram.
“A ideia do equilíbrio não é só o show, é uma forma de chamar atenção nas redes sociais para a mensagem. Qual é a mensagem? Em um mundo doente e acelerado precisamos ter controle da ansiedade, desacelerar para ter qualidade de vida. Então, o equilíbrio, de alguma forma, fez com que eu não pirasse”.
Agora, Cássio planeja viver de palestras, levando sua mensagem inspiradora para empresas e escolas, por exemplo, aplicando o equilíbrio em situações vividas por idosos, adultos e crianças.
“Todos estão em busca de algum tipo de equilíbrio, financeiro, por exemplo, como boa parte do Brasil, mais tempo com a família… A gente está sempre buscando algum equilíbrio, às vezes até inconscientemente. Equilíbrio é sinônimo de qualidade de vida, não é de mediocridade ou ficar morno, é encontrar onde está o que te faz bem”.






























