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Pesquisa da fintech Espresso, da Sankhya, revela que equipes financeiras ainda dedicam mais tempo a atividades operacionais do que a funções estratégicas
A sobrecarga de trabalho está entre os principais desafios enfrentados pelos profissionais da área financeira no Brasil. Cerca de 41% desses profissionais apontam o excesso de demandas como uma das principais dores da função, segundo o estudo “Panorama de Despesas Corporativas”, realizado pela fintech Espresso, empresa da Sankhya, uma das principais empresas de tecnologia do Brasil.
A pesquisa analisou mais de 4,5 milhões de despesas corporativas registradas ao longo de 2025 por cerca de 1.500 empresas em todo o país. Os dados indicam que o problema não está apenas no volume de trabalho, mas também na forma como as demandas são distribuídas dentro das áreas financeiras.
Responsáveis por controlar processos, garantir o cumprimento de regras e apoiar decisões estratégicas, muitos profissionais acabam consumindo boa parte da rotina com tarefas operacionais e repetitivas.
“O profissional financeiro ocupa uma posição singular nas organizações. É, ao mesmo tempo, o executor dos processos e o analista que deveria transformar dados em decisões estratégicas. O problema é que, na prática, o peso do operacional raramente deixa espaço para o estratégico”, destaca André Britto, VP de Finanças e Estratégia da Sankhya.
O que consome o tempo das equipes?
Dados citados no levantamento mostram que os tesoureiros corporativos dedicam cerca de 25% do tempo a atividades tradicionais, como controle de liquidez e custo de capital. Em contrapartida, apenas 16% da jornada é direcionada a decisões estratégicas.
“Essa diferença ajuda a explicar a percepção de sobrecarga. À medida que o volume de demandas cresce, as equipes nem sempre acompanham esse ritmo na mesma proporção. O resultado é uma rotina marcada por retrabalho, atrasos e atividades mecânicas que consomem tempo e energia dos profissionais”, comenta Guilherme Tangari, CEO da Espresso, da Sankhya.
Empresas mais automatizadas são mais estratégicas
O estudo da Espresso aponta a automação como uma das principais ferramentas para reequilibrar essa dinâmica. Segundo levantamento da McKinsey citado no relatório, empresas com áreas financeiras altamente automatizadas dedicam até 60% mais tempo a atividades estratégicas do que organizações que ainda operam majoritariamente de forma manual.
Para o executivo, o ganho não está apenas na eficiência operacional, mas também no papel que a área financeira passa a desempenhar dentro das organizações. “Quando a tecnologia assume tarefas repetitivas, o profissional financeiro ganha tempo para atuar de forma mais analítica, consultiva e estratégica. Isso muda a relevância da área dentro da empresa, porque o financeiro deixa de ser visto apenas como um centro de controle e passa a contribuir mais diretamente para a tomada de decisão”, afirma.
O perfil do profissional financeiro está mudando
A transformação também deve alterar a forma como esses profissionais atuam nos próximos anos. Segundo pesquisa da Gartner citada no relatório, 59% dos CFOs já utilizam algum tipo de inteligência artificial nas operações financeiras. De acordo com o estudo, essa mudança não representa o desaparecimento das funções financeiras, mas uma redefinição de prioridades.
Por fim, o relatório também chama atenção para um impacto que nem sempre aparece nos indicadores das empresas: o desgaste provocado por processos ineficientes.
“O custo humano de uma gestão de despesas ineficiente não aparece no balanço. Mas ele está lá: na sobrecarga acumulada, no tempo desperdiçado com retrabalho e na frustração de profissionais que passam o dia conferindo notinhas”, finaliza Britto.
Sobre a Sankhya
A Sankhya é uma das principais empresas de tecnologia do Brasil, com uma plataforma inteligente completa (EIP – Enterprise Intelligence Platform) que integra soluções de ERP com gestão para negócios, pessoas e vendas. Fundada em 1989, conta hoje com mais de 2.000 colaboradores em 50 Unidades de Negócios pelo Brasil. Recebeu R$425 milhões do GIC em 2020, marcando um dos maiores investimentos no cenário de software de gestão no Brasil. Expandiu seu ecossistema com 11 aquisições estratégicas, consolidando-se como referência em gestão empresarial inteligente e integrada no mercado brasileiro.



































