O evento destaca temas como cidadania, saúde e inclusão da população LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade
Por Paulo Henrique Fanaia Paulo Henrique Fanaia
Direitos e deveres da população em situação de rua, debates sobre cidades e territórios, políticas de redução de danos de álcool e drogas e protagonismo e empoderamento da população LGBTQIAPN+, são alguns dos temas que serão discutidos nos dois dias do Projeto Rualogia, iniciado nesta quinta-feira (31), na Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), em Cuiabá.
Coordenado pelo Grupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos em Atenção às Pessoas em Situação de Rua (Gaedic PopRua) da DPEMT, em parceria com a Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep), o Rualogia tem como objetivo acolher as pessoas em situação de rua, abrindo um círculo de conversas onde todos podem trocar experiências e adquirir educação em direitos.
“Nosso objetivo é que a população em situação de rua conheça seus direitos, para que lutem por eles, vivam com mais dignidade e que um dia possam superar a situação de rua. O Rualogia não visa apenas passar conhecimento, nós queremos aprender e ouvir com essas experiências. Abrimos um espaço de muita escuta e de construção coletiva dos saberes para que o saber da rua chegue a todos e que as pessoas tenham acesso aos seus direitos. Queremos fortalecer os movimentos e lideranças pra que Mato Grosso tenha um movimento sólido em busca de cidadania para todos”, afirma a a coordenadora do Gaedic PopRua, a defensora pública Gabriela Beck dos Santos.
Esta é a 4ª edição do projeto que já foi reconhecido nacionalmente em 2024, quando o Rualogia ficou em segundo lugar no prêmio Boas Práticas PopRuaJud na categoria Impacto Social e Transformação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O prêmio tem por finalidade reconhecer e divulgar iniciativas que promovam a melhoria do acesso à Justiça para a população em situação de rua, por meio de soluções inovadoras e práticas eficazes.
“A ideia do Rualogia é trazer a população em situação de rua para dentro da Defensoria Pública para que eles compartilhem suas experiências, modos de resistência e conhecimentos de direitos básicos. Não estamos aqui para dar palestras, a ideia é que eles se ajudem entre si e tenham a Defensoria Pública como intermediador. O projeto é extremamente exitoso, estamos na 4ª edição. Não queremos impor conhecimento de cima pra baixo, nossa ideia é capacitação e educação em direitos, é garantir que as pessoas aprendam a se defender com a Defensoria e não apenas pela Defensoria”, comenta o diretor da Esdep, Fernando Soubhia.

































