BOMBA NA BOMBA
Montagem RepórterMT
Veículos nacionais mais antigos, importados e motos a gasolina podem sentir os efeitos do aumento da mistura de etanol na gasolina.
DO REPÓRTERMT
A partir deste sábado (1º), abastecer o carro no Brasil passou a ser um risco. Por decisão do governo Lula (PT), a quantidade de etanol misturada à gasolina saltou de 30% para 32%. A medida, válida inicialmente por 180 dias sob a justificativa de conter a volatilidade do mercado de petróleo devido aos conflitos no Oriente Médio, caiu como um balde de água fria, ou melhor, de combustível corrosivo, no colo dos motoristas de veículos movidos exclusivamente a gasolina.
Para os proprietários de modelos antigos ou importados de luxo sem tecnologia flex, como Audi, BMW, Mercedes e Porsche, a conta da “transição energética” promete ser salgada. Esses veículos correm o risco de sofrer com travamento de bicos injetores, queima precoce de velas e falhas na bomba de combustível.
Reparar uma bomba de Range Rover Evoque, por exemplo, não sai por menos de R$ 1,9 mil, enquanto um único bico injetor de BMW pode ultrapassar os R$ 1,2 mil. No fim das contas, a economia de divisas alardeada pelo setor usineiro deve ser financiada diretamente pela oficina mecânica do consumidor final.
































