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AMBIENTE; Mato Grosso atualiza mapa das bacias hidrográficas após quase 20 anos

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Nova divisão das unidades de gestão da água amplia áreas estratégicas como o Pantanal e o Médio Xingu

EDUARDO GOMES
Da Reportagem
Vista aérea de rio no Pantanal

Após quase duas décadas sem mudanças estruturais, Mato Grosso oficializou uma ampla atualização na divisão das bacias hidrográficas utilizadas para gestão dos recursos hídricos no estado. A medida foi publicada nesta segunda-feira (18) no Diário Oficial por meio da Resolução nº 203 do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CEHIDRO), vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

A revisão redefine os limites das chamadas Unidades de Planejamento e Gerenciamento (UPGs), áreas técnicas usadas como base para políticas ambientais, fiscalização, monitoramento dos rios, licenciamento e planejamento do uso da água em Mato Grosso.

Segundo o documento, a atualização ocorreu a partir de um refinamento cartográfico e da modernização dos critérios de delimitação das microbacias hidrográficas. Com isso, algumas regiões tiveram ampliação territorial, enquanto outras registraram redução de área.

Entre os destaques está a bacia do Médio Rio Xingu, que apresentou o maior crescimento proporcional da revisão. A unidade ganhou mais de 2,2 mil quilômetros quadrados e passou a ocupar área superior a 38 mil km². Também tiveram expansão significativa as bacias do Rio Jaurú e do Médio Rio Araguaia, além das regiões ligadas ao Alto Rio Juruena, Rio Arinos, Rio Correntes-Taquari e Alto Rio das Mortes.

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Na região pantaneira, a bacia do Rio Paraguai Pantanal também foi ampliada e passou a abranger mais de 54 mil km². A área engloba municípios considerados estratégicos para a preservação do bioma, como Poconé, Cáceres, Barão de Melgaço e Santo Antônio do Leverger.

Por outro lado, algumas unidades apresentaram retração após os novos levantamentos técnicos. O Rio São Lourenço teve a maior redução territorial do estado, com perda próxima de mil quilômetros quadrados. O Baixo Rio das Mortes e o Alto Rio Cuiabá também registraram diminuição de área.

De acordo com a Sema, as alterações não representam perda física de território, mas ajustes técnicos decorrentes da atualização metodológica. O estudo aponta ainda ganho de precisão no mapa hidrográfico estadual. Antes da revisão, a soma das áreas das bacias apresentava diferença superior a 1,9 mil km² em relação à área oficial de Mato Grosso. Após a readequação, a divergência caiu para menos de 250 km².

O novo mapa passa a ser referência oficial para ações de gestão ambiental e planejamento hídrico em Mato Grosso.

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