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América Latina se destaca com os menores custos de construção globais, revela estudo da Turner & Townsend

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Custos baixos de construção e estabilização reforçam atratividade dos mercados latino-americanos, apesar de turbulências político-comerciais, que ainda deixam investidores cautelosos

 

  • Os baixos custos em toda a região criam condições atrativas para investimentos, com Bogotá registrando uma média de apenas US$1.265 por metro quadrado — o valor mais baixo da América Latina — enquanto o Rio de Janeiro apresenta uma média de US$1.413.

 

  • A inflação dos custos de construção diminuiu significativamente na maioria dos mercados da América Latina, à medida que as taxas de juros se estabilizam. No entanto, eleições futuras e a volatilidade comercial indicam que ela pode voltar a subir.

 

  • Os custos de real estate em mercados como Chile e Argentina estão sendo impulsionados por uma corrida por minerais, desencadeada pelo setor de tecnologia. Em Santiago, isso elevou o custo médio de construção para US$1.899 por metro quadrado.

 

  • No México, a dependência de materiais importados e os impactos da turbulência comercial devem elevar a inflação dos custos em Monterrey para 7,0% em 2026.

 

  • Nova York e São Francisco lideram o ranking global de custos médios de construção, com valores de US$5.744 e US$5.504 por metro quadrado, respectivamente — com a demanda mostrando resiliência diante das perturbações geopolíticas.

 

O custo de construção continuadamente baixo na América Latina, em comparação com outros mercados globais, está ajudando a atrair investidores — mesmo diante da incerteza sobre o comércio internacional e a política doméstica em alguns países. Essa análise vem do relatório Global Construction Market Intelligence (GCMI) 2025 da consultoria global de gestão de projetos Turner & Townsend.

 

Nesta análise dos mercados de construção de 99 cidades globais, todos os mercados latino-americanos estão posicionados na metade inferior do ranking. Bogotá se destaca como o mercado regional menos custoso, com uma média de US$1.265 por metro quadrado, enquanto o Rio de Janeiro, no Brasil, aparece como o segundo mais barato, com US$1.413 por metro quadrado.

 

A atratividade da América Latina para investidores tem sido favorecida pelo encerramento de diversas eleições nacionais ao longo do último ano, incluindo no México, Brasil e Colômbia, o que reduziu a incerteza política. As taxas de juros também se estabilizaram, incentivando o investimento, embora esse cenário ainda não tenha impactado diretamente as taxas de inflação dos custos de construção. Enquanto se prevê que a inflação média dos custos de construção na América Latina caia de 7,16% em 2024 para 4,16% em 2025, essa tendência é impulsionada pelo mercado de Buenos Aires. Nesse caso, a Turner & Townsend projeta uma queda da taxa de inflação dos custos de construção de 30,0% em 2024 para uma estimativa de 5,0% até 2026.

 

No entanto, em todos os demais mercados da região, espera-se que a escalada dos custos de construção permaneça estável ou aumente. Em Santiago, a turbulência política prevista devido às próximas eleições deve elevar a inflação dos custos para 4,0%. A instabilidade política e de políticas públicas continua sendo o maior desafio relatado para a construção regional na pesquisa GCMI — com alguns investidores optando por desacelerar ou pausar a tomada de decisões.

 

A América Latina tem sido parcialmente protegida dos choques econômicos globais graças à sua forte indústria de mineração, o que tem viabilizado investimentos em real estate em outros setores, como ocupação corporativa e transporte — conforme refletido nos dados do relatório. Uma corrida por minerais, impulsionada por avanços tecnológicos, tem levado à expansão de plantas de processamento de cobre e lítio em mercados como Chile e Argentina. Em Santiago, essa demanda está elevando os custos de real estate, que atualmente estão em US$1.899 por metro quadrado, com previsão de novo aumento de 4,0% em 2025.

 

O investimento em infraestrutura também está impulsionando os preços no Brasil, onde se prevê um aumento nos custos à medida que os recursos são direcionados para melhorar a conectividade dentro das cidades e entre elas. Com Belém, no Pará, prestes a sediar a COP30, por exemplo, há um esforço crescente para ampliar o transporte nos principais centros urbanos do país, por meio de programas como o NOA Belém Airport District.

 

O impacto de tarifas e guerras comerciais é apontado como uma ameaça importante no relatório, especialmente para mercados com forte ligação aos Estados Unidos, como o México. Embora a demanda por espaços comerciais corporativos esteja crescendo no país, a dependência de importações para muitos materiais de acabamento, em um momento de incerteza nas negociações comerciais, tende a elevar a inflação dos custos de construção em Monterrey de 5,0% em 2025 para 7,0% em 2026. Atualmente, o custo médio de construção na cidade é de US$2.199 por metro quadrado.

 

O relatório recomenda aos clientes olharem além da turbulência política de curto prazo e considerarem os fundamentos sólidos da região para investimentos futuros. Em vez de interromper projetos devido a choques momentâneos, é importante focar em produtividade e eficiência — inclusive por meio de soluções digitais — para manter os programas em andamento diante da incerteza.

 

Sergio Panero, líder regional de Real Estate na América Latina, diz: Turner & Townsend diz: 

 

“Sinais de retorno da estabilidade no mercado abriram diversas oportunidades ao longo do último ano. Um setor de mineração forte tem servido como trampolim econômico para o crescimento de outros setores, como os empreendimentos de uso misto, por exemplo. Essa demanda — que vai da habitação à infraestrutura — não dá sinais de desaceleração.” 

 

“Isso não quer dizer que não existam desafios. Com outro ciclo de eleições e eleições legislativas se aproximando em mercados como Chile e Argentina, além da persistente incerteza nas cadeias globais de suprimentos, não é surpresa a hesitação estar começando a influenciar as decisões de investimento.”

 

“Mas os clientes precisam olhar além do curto prazo, considerando os custos de construção acessíveis, a mão de obra disponível e a diversidade de mercados em crescimento. As empresas que experimentarem novos modelos de aquisição e entrega para assumir o controle de sua cadeia de suprimentos e custos agora conquistarão uma vantagem competitiva e maximizarão o potencial de crescimento em toda a região.”

 

O GCMI mostra os Estados Unidos mantendo uma posição forte entre os mercados mais caros do mundo para construção. Cinco cidades norte-americanas estão entre as dez primeiras colocadas. Nova York está em primeiro lugar, com custo médio de US$5.744 por metro quadrado, seguida por São Francisco com US$5.504. Los Angeles (US$4.786) ocupa a sexta posição, Chicago a sétima (US$4.695) e Filadélfia a nona (US$4.604).

 

 

– CONSIDERAÇÕES FINAIS –

 

Ranking dos mercados latino-americanos:

 

  Região Ranking (/99 mercados) Custo por m2  (US$) Inflação dos custos de construção em 2024 (%) Inflação dos custos de contrução em 2025 (%) Salário / hora(US$)
Buenos Aires América Latina 66 2,400 30.0 10.0 8.0
Monterrey América Latina 70 2,199 5.0 5.0 4.0
Cidade do México América Latina 73 1,935 3.6 3.7 6.8
Santiago América Latina 75 1,899 3.0 4.0 8.6
São Paulo América Latina 77 1,454 2.6 2.8 6.4
Rio de Janeiro América Latina 78 1,413 2.6 2.8 6.2
Bogotá América Latina 80 1,265 3.5 4.0 4.9

 

 

Top 10 rankings globais:

 

  Região Ranking (/99 mercados) Custo por m2 (US$) Inflação dos custos de construção em 2024  (%) Inflação dos custos de contrução em 2025  (%) Salário / hora(US$)
Nova Iorque América do Norte 1 5,744 3.3 3.5 131.4
São Francisco América do Norte 2 5,504 3.5 4.0 117.5
Zurique Europa 3 5,386 0.7 1.0 117.9
Genebra Europa 4 5,386 0.6 1.0 117.9
Londres Reino Unido 5 5,385 2.0 3.0 56.8
Los Angeles América do Norte 6 4,786 2.3 4.0 71.4
Chicago América do Norte 7 4,695 3.5 3.5 79.5
Tóquio Ásia 8 4,647 5.8 5.6 29.1
Filadélfia América do Norte 9 4,604 3.0 5.0 107.9
Sapporo Ásia 10 4,577 5.8 5.6 24.2

 

O relatório completo está disponível no site da Turner & Townsend: Home – GCMI 2025

 

Sobre o relatório Global Construction Market Intelligence (GCMI)

 

Compilando dados das equipes da Turner & Townsend em 99 mercados globais, o GCMI oferece uma análise aprofundada dos custos de construção — e dos fatores que os influenciam — ao redor do mundo.

 

Ele mede os custos de insumos para materiais e mão de obra para calcular o custo médio por metro quadrado em sete tipos de construção, incluindo manufatura avançada, empreendimentos residenciais e escritórios comerciais.

 

Todos os custos locais de construção foram convertidos para dólares americanos para permitir comparações precisas entre mercados de construção em economias amplamente diversas.

 

Sobre a Turner & Townsend

 

A Turner & Townsend é uma empresa global de projetos, contando com mais de 22.000 funcionários em mais de 60 países.

 

Atuando com clientes nos setores de Real Estate, infraestrutura, Energia & Recursos Naturais, a empresa é especializada em grandes projetos, gestão, custos e operações comerciais, controles de projeto e desempenho, soluções para emissões de carbono zero e transformação digital em diversos mercados ao redor do mundo.

 

A Turner & Townsend é majoritariamente controlada pelo CBRE Group, Inc., a maior empresa global de serviços e investimentos em imóveis comerciais, com seus parceiros mantendo uma participação significativa, porém não controladora.

 

Visite o nosso site:  www.turnerandtownsend.com

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