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Amizades e finanças: Serasa revela que 6 em cada 10 brasileiros já emprestaram o nome para conhecidos

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Entre os entrevistados que emprestaram o nome 34% ficaram endividados; 29% dos que emprestaram o nome se arrependeram e não fariam novamente. Em MT são mais de 1,5 milhão de inadimplentes

Cuiabá, abril de 2026 – Emprestar o nome para ajudar alguém na busca por crédito ainda é uma prática comum no Brasil, mesmo abrindo espaço para consequências negativas nas finanças. Segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box, 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para terceiros. Entre esses, 34% acabaram endividados após o não pagamento das obrigações assumidas.

 

O levantamento também mostra que 29% das pessoas que já emprestaram o nome se arrependeram da decisão e jamais fariam novamente. Além disso, a prática acontece principalmente com pessoas consideradas de confiança: em 60% dos casos, o empréstimo foi feito para familiares; 31% para amigos; 14% para colegas de trabalho; 11% para parceiros; e 3% para outras pessoas.

 

“Na prática, emprestar o nome significa viabilizar o acesso ao crédito, seja por meio de cartões, empréstimos, financiamentos ou parcelamentos. Mesmo sem utilizar diretamente o recurso, a responsabilidade legal pela dívida é integralmente de quem cede o CPF”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. “Isso pode comprometer o orçamento, afetar o histórico de crédito e, em casos mais críticos, levar à inadimplência, com impactos que vão além do aspecto financeiro.”

Cenário se agrava em meio a alta da inadimplência

Esse comportamento ganha ainda mais relevância diante da alta da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com um total de 338 milhões de dívidas. Desse volume, 47% das dívidas estão concentradas em bancos e financeiras, justamente os setores mais associados à concessão de crédito e, consequentemente, às situações em que o empréstimo de nome ocorre com maior frequência.

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Em Mato Grosso, mais de 1,5 milhão de pessoas estão com o nome negativado, que juntas somam mais de 7,8 milhões de dívidas e totalizam cerca de R$ 12,3 milhões em débitos. Dentre essas dívidas, 23,55% se concentram em varejo, 20,57% são de bancos/cartões e 18,80% são de utilities (contas básicas como água, energia elétrica, gás, etc.).
“Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o empréstimo do nome pode ampliar a exposição ao risco em um cenário já pressionado pela inadimplência. Mesmo quando há confiança, imprevistos financeiros são comuns e podem transferir integralmente o impacto para quem assumiu formalmente a dívida”, afirma Aline.

 

Como ajudar sem comprometer o próprio bolso

Para evitar prejuízos financeiros e preservar as relações pessoais, a Serasa reuniu algumas orientações:

  1. Avalie a situação com racionalidade:
    Antes de decidir emprestar o nome, entenda quem está pedindo a ajuda, o motivo do pedido e se há um plano real de pagamento. Confiança é importante, mas em casos como esse exige também uma análise financeira e prática.
  2. Tenha total clareza sobre a dívida:
    Informe-se sobre valores, prazos, juros e possíveis encargos. Ao formalizar o crédito em seu nome, toda a responsabilidade passa a ser sua, em caso de inadimplência.
  3. Entenda o contexto do pedido:
    Se o crédito foi negado para a outra pessoa, é importante compreender os motivos. Isso pode indicar um risco maior de não pagamento.
  4. Considere os impactos no seu futuro financeiro:
    Dívidas ativas podem limitar o acesso a crédito e comprometer planos pessoais, como financiamentos ou novos empréstimos.
  5. Saiba dizer “não”
    Preservar sua saúde financeira pode evitar conflitos, estresses e desgastes ainda maiores na relação com familiares, amigos e colegas. Sempre que possível, ofereça ajuda de outras formas, como orientação ou apoio na negociação de dívidas.
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“Existem maneiras de apoiar alguém sem comprometer o próprio orçamento. Proteger a própria saúde financeira também é uma forma de cuidar das relações, evitando que um gesto de ajuda se transforme em um problema duradouro”, conclui a especialista.

 

Metodologia

Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box, com coleta entre 08 e 16 de outubro de 2025, ouvindo 1.003 entrevistados. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
Sobre a Serasa

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais. Mais informações em www.serasa.com.br e via redes sociais no @serasa.
Atendimento à imprensa

Assessoria de Imprensa Serasa no Centro-Oeste: Lune Comunicação

Geovanna Pires

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