Em visita ao Brasil, a Gerente Global de Biosseguridade da Agrifirm leva a experiência internacional da companhia para dentro das granjas
O mundo está cada vez mais atento ao que chega à sua mesa. Com exigências globais crescentes para a exportação, reforçadas pela recente missão da União Europeia ao Brasil, a biosseguridade subiu de patamar e se tornou o principal divisor de águas do mercado de proteína animal.
Para manter seus parceiros sempre um passo à frente, a Agrifirm levou esse debate para o campo, com visitas técnicas a clientes de grande relevância no país.
Um dos objetivos da imersão foi compartilhar a bagagem internacional de Marta Bruguera Bonfill, Gerente Global de Biosseguridade da companhia, que trouxe dicas práticas e orientações de alta performance para o dia a dia da produção.
O fator humano e o cenário global
Questionada sobre os principais exemplos de excelência observados nas visitas, Marta aponta o trabalho contínuo de formação e conscientização das equipes, em todos os níveis da cadeia produtiva.
“O fator humano é o mais importante e, ao mesmo tempo, é essencial para conseguir uma biosseguridade eficiente. Podemos realizar grandes investimentos estruturais, mas, se as pessoas envolvidas não forem corretamente treinadas e não tiverem consciência da importância de cada medida, todo o esforço será em vão, porque o risco de falhas de protocolo com graves consequências econômicas será muito alto”, afirma a gerente global.
Ela ressalta que, embora o Brasil seja livre de certas enfermidades, como a PRRS, o que representa uma grande vantagem produtiva, na última década múltiplos países foram afetados por novas doenças ou por cepas mais patogênicas de enfermidades já existentes. Soma-se a isso a expectativa crescente do consumidor e da opinião pública em torno de segurança alimentar, rastreabilidade, sustentabilidade, bem-estar animal e resistência antimicrobiana.
A externa todos conhecem; a interna ainda é subestimada
Marta explica que a biosseguridade externa se concentra nos pontos de contato da granja com o exterior, para impedir a entrada ou a saída de agentes patogênicos, enquanto a interna reúne as medidas destinadas a prevenir a propagação desses agentes dentro da própria unidade. E faz um diagnóstico:
“A conscientização em matéria de biosseguridade externa é maior, mas é preciso destacar a enorme importância da biosseguridade interna. A biosseguridade é um processo de gestão de risco e de melhoria contínua, é a base de qualquer programa eficaz de controle de doenças e a forma mais barata e segura de prevenção. Não deve ser vista como um custo, e sim como um investimento.”
Estudos científicos publicados entre 2007 e 2025 sustentam o argumento, com impactos que vão da reprodução ao ganho de peso diário em creche e engorda, passando pela uniformidade dos lotes:
• O estudo de Postma e colaboradores (2017) apontou melhoria estatisticamente significativa de 4% no número de leitões desmamados por porca ao ano após a implementação de medidas específicas.
• Em suínos de engorda, a implementação de medidas de biosseguridade e controle sanitário pode melhorar o índice de conversão alimentar entre 3% e 8%, conforme a realidade de cada granja.
• Medidas aplicadas nas diferentes etapas produtivas resultaram em reduções no consumo de antimicrobianos que oscilam entre 7% e mais de 40%.
Como os produtores acompanham de forma rigorosa seus indicadores zootécnicos, é possível evidenciar o retorno econômico das medidas caso a caso. Mariane Pfeifer, diretora técnica da Agrifirm, valida os dados na prática nacional. “Quando intensificamos a biosseguridade, reduzimos a pressão sanitária e melhoramos a eficiência produtiva. Animais mais saudáveis apresentam melhor desempenho, menor mortalidade e menor necessidade de intervenções. Na prática, isso significa menos perdas, maior previsibilidade dos resultados e melhor aproveitamento dos recursos”, detalha.
O que vem pela frente
Para Marta, o tema deve ganhar relevância acelerada no país, seguindo o caminho já percorrido por outros mercados.
“As restrições ao uso de antimicrobianos e de promotores de crescimento também chegarão ao Brasil, assim como as exigências crescentes dos consumidores em rastreabilidade, segurança e qualidade alimentar, sustentabilidade e bem-estar animal. Os produtores que se anteciparem vão reduzir riscos sanitários, melhorar a eficiência e a rentabilidade de suas granjas e ainda abrir novas oportunidades de comercialização nos mercados externo e interno”, projeta.
A companhia vem se preparando para esse cenário. A Agrifirm conta hoje com 11 técnicos certificados em biosseguridade no mundo, entre eles Rafael Grando e Neventon Vieira, no Brasil. A certificação é conduzida pela Universidade de Gante, na Bélgica, referência mundial no tema, e pela plataforma Biocheck, que reúne a maior base de dados do mundo sobre biosseguridade na produção animal. Na prática, isso permite medir, comparar e melhorar o nível de biosseguridade de cada granja com parâmetros nacionais e internacionais.
Em outubro de 2025, o Biocheck UGent recebeu reconhecimento técnico mundial da FAO por sua contribuição à transformação sustentável da pecuária e à melhoria da saúde animal no âmbito da iniciativa One Health, o que avala o rigor científico da metodologia adotada pela Agrifirm.
“A adoção de padrões globais vai além da proteção sanitária: ela se torna uma vantagem competitiva. Reduz riscos, aumenta a previsibilidade da produção e fortalece a confiança na cadeia. Para o produtor brasileiro, significa estar mais preparado para atender mercados exigentes, ampliar oportunidades e agregar valor ao produto final. Biosseguridade, hoje, é acesso a mercado e competitividade”, conclui Mariane Pfeifer.
Aditivos como complemento ao manejo
As executivas ressaltam o papel dos aditivos e ingredientes funcionais como alternativas naturais que reforçam a capacidade de resposta dos animais aos desafios sanitários, contribuindo para a imunidade, a redução do estresse oxidativo e a saúde intestinal. Entre as soluções da Agrifirm, destacam-se:
• Toxfree: ferramenta voltada à biosseguridade externa, que reduz o impacto das micotoxinas presentes em matérias-primas e rações e das endotoxinas nos animais.
• C-Vita: desenvolvido para a biosseguridade interna, apoia o sistema imunológico e melhora a saúde geral dos animais.
• MCFA (ácidos graxos de cadeia média): integrados à abordagem de diagnóstico de risco e ao conhecimento técnico da companhia para uma produção segura e competitiva.
Para conhecer as soluções e os programas de biosseguridade da companhia, ou solicitar uma avaliação com o time certificado no Brasil, acesse www.agrifirm.com.br.































