Com múltiplos pontos de captação e baixa lâmina d’água, produtores buscam alternativas que reduzam custos de infraestrutura, aumentem a segurança operacional e garantam maior eficiência na irrigação
À medida que grandes áreas irrigadas ampliam o número de pontos de captação de água, produtores rurais enfrentam um desafio que vai além da disponibilidade hídrica: garantir uma operação eficiente sem multiplicar obras civis, custos de implantação e riscos para as equipes de campo. Em propriedades com diversos pontos de captação, soluções tradicionais, como barragens ou sistemas convencionais, muitas vezes deixam de ser economicamente viáveis e ainda exigem intervenções frequentes para limpeza dos equipamentos, inclusive durante a noite e em períodos de baixas temperaturas. Nesse cenário, tecnologias capazes de operar em lâminas reduzidas de água e minimizar a necessidade de manutenção vêm ganhando espaço na irrigação.
Foi exatamente essa a realidade enfrentada por uma usina de cana-de-açúcar em Paranaíba (MS). Com diversos pontos de captação distribuídos pela propriedade, muitos deles com baixa lâmina de água, a empresa precisava alimentar quatro carretéis (Hydro Roll) sem recorrer à construção de barragens em cada local. Fora a questão da limitação técnica, a operação exigia que funcionários entrassem no rio, inclusive à noite e durante o inverno, para realizar a limpeza periódica das válvulas convencionais. A solução foi a instalação de uma válvula autolimpante de 12 polegadas, capaz de manter a eficiência da captação com maior confiabilidade operacional, reduzindo intervenções manuais e aumentando a segurança da operação.
Com a expansão das áreas irrigadas, a multiplicação dos pontos de captação passou a fazer parte da realidade de muitas propriedades rurais. Em vez de concentrar toda a operação em um único local, produtores precisam distribuir a captação ao longo da fazenda para atender diferentes áreas de cultivo. Esse novo cenário aumenta a complexidade dos projetos hidráulicos e exige soluções capazes de manter a eficiência operacional mesmo quando as condições variam entre os pontos de captação. “Conforme as áreas irrigadas crescem, é cada vez mais comum que uma mesma propriedade opere vários pontos de captação, cada um com características hidráulicas diferentes. Nesses casos, a construção de barragens ou outras intervenções estruturais em todos os locais nem sempre é técnica ou economicamente viável”, explica Carlos Jacobucci, gerente comercial da Jacobucci Irrigação.
Associada ao investimento em infraestrutura, a operação diária também se torna mais desafiadora quando os sistemas convencionais exigem manutenções frequentes para manter a vazão adequada. Dependendo das condições do manancial, a limpeza dos equipamentos precisa ser realizada manualmente, aumentando o tempo dedicado à manutenção e expondo os operadores a situações de maior risco.
“Quando são utilizadas válvulas convencionais, a necessidade de limpezas frequentes aumenta o custo operacional e expõe as equipes de campo a situações de risco, como entrar no rio durante a noite ou em períodos de baixas temperaturas para manter a irrigação funcionando. Hoje, o produtor busca soluções que reduzam essas intervenções, mantenham a estabilidade da captação e permitam que a irrigação opere de forma contínua, com mais segurança e eficiência”, completa Jacobucci.
Para atender às necessidades da operação, a Jacobucci Irrigação desenvolveu um projeto baseado na instalação de uma válvula autolimpante de 12 polegadas, responsável por abastecer quatro carretéis Hydro Roll. A solução eliminou a necessidade de intervenções frequentes para limpeza do sistema, garantindo maior continuidade da captação, reduzindo as paradas operacionais e proporcionando mais segurança às equipes responsáveis pela irrigação.
A adoção de soluções que reduzam a necessidade de intervenções manuais também contribui para tornar a operação mais segura e previsível no campo. “Quando a captação funciona de forma contínua, o produtor reduz paradas operacionais, melhora a segurança das equipes e garante mais confiabilidade ao sistema de irrigação”, afirma Jacobucci.
A eficiência da irrigação começa muito antes da distribuição da água na lavoura. Um sistema de captação bem dimensionado e capaz de operar com estabilidade influencia diretamente o desempenho hidráulico da operação, a disponibilidade de água para as culturas e os custos com manutenção e consumo de energia. Em um cenário de maior pressão sobre os recursos hídricos e de busca por maior produtividade, garantir a confiabilidade da captação tornou-se um dos fatores estratégicos para a sustentabilidade e a eficiência das propriedades rurais.
A busca por soluções capazes de reduzir custos operacionais e aumentar a segurança das equipes acompanha uma transformação na irrigação brasileira. Mais do que ampliar a área irrigada, produtores têm buscado tecnologias que simplifiquem a operação e permitam maior previsibilidade ao longo da safra. “Hoje, a captação deixou de ser apenas o ponto de entrada da água. Ela passou a ser um componente estratégico para a eficiência de toda a irrigação. Quando essa etapa funciona corretamente, todo o restante do sistema trabalha com mais estabilidade”, conclui Jacobucci.
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Francielle Verissimo
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