CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Carlinhos Bezerra é condenado a 36 anos por matar ex-companheira e namorado dela em Cuiabá

publicidade

Filho de ex-governador

Da Redação – Arthur Santos da Silva / Do Local – Pedro Coutinho

O Tribunal do Júri condenou Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian César Moreno. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (31), no Fórum de Cuiabá, pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital. A pena foi fixada em 36 anos sob regime fechado.

O réu do processo foi submetido ao julgamento pelos crimes cometidos em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá, quando Thays Machado e Willian César Moreno foram mortos a tiros em frente ao edifício Solar Monet, bairro Consil, por volta das 17h.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os homicídios foram praticados por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Em relação a Thays Machado, a acusação também imputou ao réu a prática de feminicídio em contexto de violência doméstica e de gênero. Comprovou-se que ele a perseguia ostensivamente nos meses que antecederam o crime, motivado por não aceitar o rompimento do relacionamento. “Se não ficar comigo, não ficará mais mais ninguém”.

Leia Também:  Polícia Civil prende dois condenados pela Justiça de MT e Goiás por estupro de vulnerável

Carlos Alberto Gomes Bezerra respondeu ao processo preso no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Na sentença, a magistrada negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a manutenção da prisão para execução imediata da pena, com fundamento no Tema 1.068 da repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF). Subsidiariamente, também manteve a prisão para garantia da ordem pública.

A defesa de Carlinhos foi feita pelo advogado Elson Marcelino. Atuaram pela acusação os promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade