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CEM aviões, SEM aviões, mas com futuro Aeródromo no Pantanal.

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A maioria das pessoas desconhecem, mas o Prédio do Riachuelo Futebol Clube é um hangar aeronáutico, como ainda existem centenas pelo Brasil todo, em excelente condições de uso .

Corumbá havia sido selecionado no programa do pós guerra chamado Asas para o Brasil na década de 1950 , para receber um hangar e 3 aviões novinhos para incentivar um Aeroclube em Corumbá, hangar montado no então Campo de Aviação de Corumbá.

Passados 25 anos, em 1975 o Aeroporto Internacional de Corumbá ainda mantinha vôos comerciais internacionais, dispunha de mais de 100 aviões baseados, dezenas de táxi aéreos e várias oficinas de manutenção aeronáutica.

A Infraero veio e transformou o Aeroporto Internacional de Corumbá, concessão que recebeu como o mais movimentado do Brasil em 1974, única alternativa viável para atender um Pantanal repentina e totalmente reinundado, hoje essa movimentada alternativa virou um mero aeroporto alternativo do sistema ETOPS, Aeroporto reprivatizado e praticamente SEM aviões.

O prédio do Riachuelo FC foi montado nessa mesma época utilizando a mesma tecnologia aeronáutica, os mesmos perfis de madeira e até a mesma empresa, sendo que, elevando-o sobre bases de concreto armado permaneceria em excelentes condições para ser desmontado e remontado em outro lugar.

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O abandono do Riachuelo Futebol Clube, bem como do Hangar desmontado do Aeroporto sem consulta a comunidade local, atingiu sobretudo suas histórias e o mesmo final melancólico que deterioraram aeroclubes e clubes sociais por todas as cidades brasileiras…

Poderia este “hangar” ser salvo? Poderia sua estrutura ser desmontada e remontada em outro lugar? Poderia valer a pena guardar um pouco da história brasileira de Assis Chateubriand e da indústria aeronáutica brasileira? Poderia ao menos isso ser cogitado?

Como sempre trata-se de um sonho do menino pantaneiro, fascinado com os aviões que sobrevoavam ininterruptamente os céus de Corumbá, conectando o Pantanal entre si e com o mundo.

O aproveitamento num clube social de infraestrutura aeronáutica encontrou, naquela época promissora de Corumbá, respaldo e sugestão nos Hangares de Hidroaviões situados na Praia Vermelha no Rio de Janeiros, adaptados e até hoje ainda sendo utilizados pelo Yate Clube do Rio de Janeiro.

Um sonho solitário é apenas um sonho, um sonho coletivo pode ser uma realidade plausível e realizável, por envolver um novo aeródromo estadual de uso público em construcao pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, que certamente vai necessitar um hangar para utilização por parte do CBM MS em Prevenção a Incêndios no meio do Pantanal, talvez isso ensejasse a a participação pró-ativa e voluntária de empresas Estaduais e Federais, concessionárias submetidas ao Poder Concedente de Entes Federativos.

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Sonhar não custa nada para quem vivia com o pensamento nas nuvens na infância pantaneira e agora tem nuvens na cabeça.

Armando Arruda Lacerda
Riachuelista do
Porto São Pedro
Pantanal

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