O ato foi confirmado por perfis ligados a lideranças locais e usa como principal argumento a possibilidade de Poconé deixar de ser “fim de rota”. A defesa é de que a ponte permitiria avançar no projeto de ligação entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul pelo interior do Pantanal, encurtando o deslocamento entre Poconé e Corumbá e criando uma nova rota voltada ao turismo, à logística regional e à integração econômica.
Conhecida por apoiadores como Estrada Verde, a proposta prevê a ligação da Rodovia Transpantaneira à MS-214, em Corumbá. O material de mobilização afirma que a estrada seria planejada como Estrada Parque, modelo que busca conciliar circulação, preservação ambiental, desenvolvimento do ecoturismo e controle sobre a ocupação em áreas sensíveis.
A principal reivindicação do movimento é a construção da ponte sobre o Rio São Lourenço, ponto considerado decisivo para que a conexão avance. Hoje, a ausência dessa estrutura mantém a Transpantaneira como uma via sem continuidade rodoviária até Mato Grosso do Sul.
Os defensores da obra argumentam que a ligação pode fortalecer o turismo pantaneiro, ampliar o fluxo de visitantes, estimular investimentos e criar novas oportunidades para moradores de Poconé e da região. Também sustentam que a nova rota reduziria distâncias em comparação ao trajeto feito atualmente por rodovias que passam por Cuiabá e Campo Grande.
A pauta, porém, envolve questões ambientais e logísticas que exigem estudos técnicos, licenciamento e análise dos impactos sobre o Pantanal. Por estar situada em uma das áreas mais sensíveis do país, qualquer intervenção na região depende de avaliação criteriosa dos órgãos competentes.
A manifestação do dia 9 pretende dar visibilidade à demanda e pressionar autoridades estaduais e federais a avançarem no debate sobre a ponte. O movimento defende que a obra seja tratada como prioridade para o desenvolvimento regional, desde que associada a planejamento ambiental e controle público.






























