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CENSO 2022; Católicos ainda são maioria em Mato Grosso, mas evangélicos crescem no estado; veja números

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Da Redação – Mayara Campos

Foto: Freepik

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (06) os dados sobre religião do Censo Demográfico de 2022, revelando mudanças significativas no perfil religioso da população brasileira e também de Mato Grosso. Embora o catolicismo continue sendo a religião com o maior número de adeptos no estado, outras crenças têm ganhado espaço nos últimos anos, em especial o evangelismo e as tradições indígenas.

Em Mato Grosso, 56,7% da população com 10 anos ou mais de idade se declarou católica em 2022, um total de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas. O índice é semelhante à média nacional, mas representa uma queda de 7,2 pontos percentuais em relação ao Censo de 2010, quando os católicos somavam 63,9% da população estadual. A cidade de Poconé se destaca como o município com maior proporção de católicos: 83,4% de seus moradores, ou cerca de 22,2 mil pessoas, professam essa fé. Em contraste, Colniza tem a menor taxa, com apenas 40,1%.

Enquanto isso, os evangélicos seguem em crescimento no estado. Em 2022, representavam 30% da população mato-grossense, ou cerca de 927 mil pessoas. Rondolândia aparece como o município com a maior proporção de evangélicos (45,8%), enquanto Poconé tem o menor percentual, com 14,5%.

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Espíritas, religiões de matriz africana e indígenas

A proporção de espíritas apresentou uma leve queda, passando de 1,3% da população em 2010 para 1,1% em 2022, o que corresponde a aproximadamente 33,6 mil pessoas. Ainda assim, Barão de Melgaço se destaca com a maior concentração proporcional de espíritas no estado: 4,6% da população local.

As religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, registraram um crescimento expressivo em Mato Grosso. O número de adeptos saltou de 0,06% da população em 2010 (cerca de 1,5 mil pessoas) para 0,4% em 2022 (cerca de 13 mil). Cuiabá lidera esse segmento, com 1% da população, o equivalente a aproximadamente 5,5 mil pessoas.

Pela primeira vez, o Censo incorporou uma categoria específica para religiões de matriz indígena, denominada “Tradições indígenas”. Em Mato Grosso, 0,35% da população com 10 anos ou mais declarou seguir essas tradições, somando cerca de 10,8 mil pessoas. Gaúcha do Norte é o município com maior proporção de adeptos: 16,7% da população local, o quinto maior percentual do país. Além de Gaúcha do Norte, outros quatro municípios mato-grossenses figuram entre os 20 primeiros do Brasil nesse segmento: Santo Antônio do Leste (11,9%), Santa Terezinha (11,7%), Alto Boa Vista (10,5%) e Campinápolis (8,7%).

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Outras religiões e pessoas sem religião

A categoria “outras religiosidades”, que inclui budistas, judeus, muçulmanos, ortodoxos, entre outros grupos menos expressivos, respondeu por 3,1% da população mato-grossense em 2022, cerca de 98,1 mil pessoas. União do Sul registrou o maior percentual local desse grupo, com 8,2%.

O número de pessoas que se declararam sem religião também aumentou. Em 2022, esse grupo representava 8,1% da população do estado, aproximadamente 251,9 mil pessoas. Em 2010, o índice era de 7,6%, o que mostra um crescimento de cerca de 57 mil pessoas em 12 anos. Nova Nazaré se destacou como o município com a maior proporção de pessoas sem religião: 23,6% da população, colocando-o como o 31º do país com maior índice nesse quesito.

Tendência nacional se repete em Mato Grosso

A tendência observada em Mato Grosso acompanha a realidade nacional: o catolicismo, apesar de ainda ser a religião majoritária no país, perdeu espaço, caindo de 65,1% em 2010 para 56,7% em 2022. Já os evangélicos aumentaram de 21,6% para 26,9% no mesmo período. O crescimento das religiões de matriz africana e indígena, embora ainda representem pequenas parcelas da população, aponta para uma maior diversidade e reconhecimento religioso em todo o território brasileiro.

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