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Informação e prevenção são fundamentais para o cuidado com a saúde sexual

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DIA MUNDIAL DA SAÚDE SEXUAL

Especialista do HDT-UFNT destaca importância da vacinação, da testagem e do diálogo sobre sexo e sexualidade

Imagem: Canva

Instituído em 2010, o Dia Mundial da Saúde Sexual é uma data que reforça o reconhecimento da saúde sexual como um direito humano e destaca sua importância para o bem-estar físico e mental. Além do enfoque reprodutivo, o tema aborda qualidade de vida, prevenção e conscientização das pessoas em todas as faixas etárias.

 

Nathielle Vieira, enfermeira residente do Programa de Saúde Coletiva, com ênfase em Infectologia, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à HU Brasil, fala sobre a data e alerta para a necessidade de ampliar o debate sobre o tema.

 

A especialista destaca que a saúde sexual e a sexualidade são inerentes ao conceito geral de saúde, por serem importantes para a vida das pessoas. “É algo que está presente em vários momentos da vida, portanto, é um tema que deve ser ampliado para além do âmbito das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Devemos abordar o assunto, considerando gêneros, idade, condição socioeconômica, além do contexto de vida”, pontua Nathielle.

 

A enfermeira ressalta a necessidade de falar sobre sexo e sexualidade de forma recorrente, considerando que a falta de informação expõe diversos públicos, sobretudo os jovens, a relações prejudiciais por falta de orientação. Nesse sentido, vale destacar o crescente número de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis no Brasil, com destaque para a sífilis, que registrou, conforme dados do Ministério da Saúde, 256 mil novos casos em 2024, indicando crescimento contínuo da doença no país.

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Infecções como clamídia e gonorreia também são preveníveis e têm tratamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Não há números exatos sobre os novos casos dessas infecções, em razão de não fazerem parte do rol das enfermidades de notificação compulsória. Ainda assim, o órgão indica a tendência de crescimento de novos casos devido ao aumento da testagem e da procura por tratamento.

 

Entre as barreiras que impedem a diminuição do quantitativo e o avanço dessas doenças está a falta de informação e conhecimento, como afirma Nathielle Vieira. “As pessoas, muitas vezes, desconhecem as possibilidades de prevenção. Também existe resistência à vacinação, que é uma arma muito eficaz no combate a essas doenças, em especial HPV e hepatites virais. A melhoria desse cenário depende justamente de ampliar o acesso à informação, à testagem, à vacinação e aos serviços de saúde”.

 

Nesse sentido, a profissional reforça que, para além do uso do preservativo, o tema da saúde sexual deve fazer parte do contexto e do cotidiano das pessoas. “É necessário estabelecer uma comunicação com os jovens em seus espaços: escolas, universidades, redes sociais e outros espaços de convivência. Orientar para a prevenção combinada com preservativos, vacinação e, claro, a testagem regular, pois um diagnóstico precoce pode trazer um prognóstico muito melhor de vida”, finaliza Nathielle Vieira.

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Saiba mais

Dados mais detalhados sobre sífilis no Brasil podem ser acessados no último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em 2025 e disponível neste link. Outras informações sobre IST’s (tipos, prevenção, sintomas, diagnóstico, tratamento, legislação) podem ser acessadas aqui. Além disso, conteúdos sobre saúde sexual e reprodutiva estão disponibilizados no site do órgão no link.

 

Sobre a HU Brasil

O HDT-UFNT integra a Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

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