O garimpo braçal, realizado por pessoas simples e trabalhadoras, nos anos 70, 80 e 90 que aconteciam em cidades de Mato Grosso, como Peixoto de Azevedo, Poconé, Alto Paraguai, Arenápolis e Nortelândia, hoje são consideradas ações criminosas contra o meio ambiente.
Em terras indígenas, ou reservas ambientais o crime é considerado maior ainda. Em caso de conflitos armados com consequente mortes, os primeiro são os trabalhadores de linha de frente, enquanto os grandes responsáveis por vezes não são identificados.
Exemplo disso ocorreu neste domingo (26 de maio), um conflito de interesses levou a morte de dois garimpeiros e deixou mais duas pessoas feridas em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade em MT.
A cidade fica a 562 quilômetros distante de Cuiabá, e apesar de ser um local recorrente em operações realizadas pela Polícia Federal, para desativação de garimpo ilegal, o crime não pode ser combatido.
A ação é considerada como uma tentativa de chacina. Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada 12h18 para atender uma denúncia de execução em um garimpo. Ao chegar no local, os agentes encontraram dois homens mortos e dois baleados.

Mesmo feridos, os sobreviventes relataram que os criminosos chegaram ao barraco onde eles estavam, agredindo todos e efetuando os disparos. As vítimas foram encaminhados ao hospital do município com ferimentos graves.
Os corpos dos dois mortos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia e identificação.
GARIMPO NO SARARÉ:
A região da Terra Indígena é cenário recorrente em operações realizadas pela Polícia Federal, para desativação de garimpo ilegal. A primeira foi em maio de 2020, quando policiais desocuparam um garimpo ilegal de ouro na região. Porém, após a saída das equipes, os garimpeiros invadiram o local novamente.
Ao todo, a Terra Indígena Sararé abrange os municípios de Conquista d’ Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
A operação mais recente ocorreu em abril deste ano, em que 22 pás carregadoras avaliadas em mais de R$ 17 milhões, 39 motores estacionários, duas bombas d’água, um gerador e duas britadeiras foram destruídas, durante a “Operação: Que ouro Viciado” a que combatia a extração ilegal de ouro e desocupação da Terra Indígena.
Jornalista, produtor cultural e escritor. Walney de Souza Rosa (Vavá Rosa) presta assessoria e escreve para sites de Mato Grosso e de todo o Brasil. Seus artigos literários e culturais já foram publicados em jornais da Europa, Canadá e Estados Unidos. Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Entre obras já publicadas: A fé e o fuzil (A história de Doninha do Caeté); Boca da Noite (Ficção policial); Ei amigo (A história do Lambadão de Poconé).

































