No mês dedicado à visibilidade LGBTQIAPN+, mulheres trans em Mato Grosso conquistam o direito de serem oficialmente reconhecidas como são
Por Paulo Henrique Fanaia Andressa Vaz
Orgulho, representatividade, reconhecimento, aceitação e, acima de tudo, respeito. Essas são algumas palavras que definem o sentimento de Naelly Peixoto da Silva, uma cuiabana de 36 anos que neste mês de junho celebra o sonho de finalmente conseguir retificar seu nome e gênero na certidão de nascimento com a ajuda da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT).
Naelly é uma mulher transexual que lutou por muitos anos para conseguir ser reconhecida na sociedade pelo nome e gênero que a define. Ela conta que sua caminhada até a retificação da certidão de nascimento foi árdua, porém, com a ajuda de outras amigas transexuais, ela conheceu o trabalho da DPEMT e buscou a ajuda do Núcleo de Direitos Difusos e Coletivos de Cuiabá
“O trabalho da Defensoria Pública veio por meio das minhas irmãs transexuais que me deram esse empurrãozinho para que eu pudesse mudar de nome, ser eu mesma para que as pessoas me respeitem na rua me chamando pelo meu nome, Naelly. Eu já tive muitos constrangimentos por causa do meu ‘nome morto’, mas agora estou mais tranquila sendo eu mesma com o nome que escolhi para mim!”, comemora.
Assim como Naelly, muitas pessoas transexuais sofrem com a discriminação por não terem retificado o nome e gênero na certidão de nascimento. Imagine a situação: a pessoa vai até um órgão público, porém, no momento do cadastro ela é obrigada a apresentar seu documento de origem, no qual ainda consta seu nome e gênero de nascimento.
É por esta razão que toda pessoa maior de 18 anos e habilitada à prática dos atos da vida civil pode solicitar a retificação de nome e gênero na certidão de nascimento.

































