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Como cuidar corretamente da saúde ocular desde a infância até a terceira idade

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Oftalmologista do CEJAM orienta sobre a frequência ideal de exames em cada fase da vida, além de desmistificar crenças populares sobre a saúde dos olhos 

São Paulo, julho de 2025 – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 285 milhões de pessoas no mundo apresentam algum grau de deficiência visual, sendo que de 60% a 80% dos casos​ poderiam ser evitados ou tratados com​ o diagnóstico precoce​.​

Entre os sinais de alerta que indicam possíveis problemas de visão estão a perda súbita ou progressiva da acuidade visual (central ou periférica), áreas de sombra no campo visual, visão borrada, dificuldade de focar e distorção de imagens como linhas retas que parecem onduladas.

Mesmo que a visão pareça normal, o paciente pode estar desenvolvendo uma doença ocular grave e silenciosa. O glaucoma é um exemplo clássico disso. Quando os sintomas surgem, muitas vezes o dano já é irreversível”, explica o oftalmologista Dr. Luiz Guilherme Caprio da AME Carapicuíba, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a ​​Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP).​​

Segundo ele, para evitar complicações, é importante estar atento ​à​ frequência ideal dos exames oftalmológicos, que podem variar de acordo com a idade e fatores de risco. Para adultos sem sintomas, a American Academy of Ophthalmology recomenda avaliações completas a cada 5 a 10 anos antes dos 40 anos; a cada 2 a 4 anos dos 40 aos 54; de 1 a 3 anos entre os 55 e 64 anos; e anualmente ou a cada dois anos a partir dos 65 anos. “Pacientes com histórico familiar de glaucoma, diabetes ou prematuridade devem passar por consultas com maior regularidade​.​”​

O médico destaca que os cuidados precisam começar cedo, ainda na infância. “O exame do reflexo vermelho ao nascimento é indispensável. A partir daí, novas triagens são indicadas entre 6 meses e 1 ano, entre 3 e 5 anos e, depois, periodicamente até a adolescência. Os problemas mais comuns na infância são os erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo), a ambliopia, o popular ‘olho preguiçoso’ e o estrabismo.”

O comportamento das crianças pode indicar dificuldades visuais​.​ ​Sinais ​como desinteresse por estímulos visuais, dificuldade para reconhecer rostos, olhar torto, evitar a luz ou não focar diretamente em objetos exigem atenção. “Muitas vezes, as crianças não conseguem expressar o que sentem. Por isso, é importante que os pais observem e que a triagem oftalmológica faça parte da rotina de cuidados desde cedo”, alerta o especialista.

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Outro fator é o uso excessivo de telas​.​ ​Embora​ não cause danos permanentes, pode provocar sintomas como olho seco, dor de cabeça e visão borrada. “Em crianças, o tempo prolongado em frente a dispositivos eletrônicos tem sido associado ao aumento da incidência de miopia, especialmente quando há pouca exposição à luz natural. A recomendação é limitar o uso de no máximo 1 a 2 horas diárias,principalmente nos primeiros anos de vida”, orienta.

Já na terceira idade, manter a saúde ocular envolve uma série de cuidados, como consultas regulares, controle rigoroso de doenças crônicas (como diabetes e hipertensão), alimentação equilibrada, uso de óculos escuros com proteção UV e adesão rigorosa aos tratamentos indicados para doenças já diagnosticadas. “A visão na terceira idade pode ser preservada com acompanhamento e mudanças simples no estilo de vida”, reforça o oftalmologista.

Exames como a acuidade visual, tonometria, fundoscopia, avaliação do campo visual e da motilidade ocular são fundamentais para a detecção precoce de doenças. A alimentação também tem ​um​ papel importante. Nutrientes como luteína, zeaxantina, vitaminas A, C e E, ômega-3, zinco e fibras estão associados à menor incidência de catarata, DMRI e retinopatia diabética. Já dietas ricas em gorduras saturadas, açúcar e ultraprocessados tendem a agravar o risco de doenças visuais.

Outro ponto que o médico ​ressalta​ são as variações sazonais. “No verão e no inverno, o cuidado com os olhos deve ser redobrado. Óculos com proteção UV 400 e chapéus de aba larga são aliados contra a radiação solar. Já em ambientes com ar-condicionado,deve-se manter a umidade do ar e usar colírios lubrificantes quando necessário.

​​​Desmistificando​​ crenças populares

Caprio também afirma que é fundamental apontar alguns mitos sobre a saúde dos olhos. “O principal deles é sobre o uso de óculos. Isso não é capaz de curar problemas de visão. Eles apenas corrigem a acuidade visual. E hábitos como ler com pouca luz ou assistir à TV de perto podem provocar cansaço ocular temporário, mas não causam danos permanentes à visão.

Ele alerta ainda para a ideia equivocada de que a luz azul emitida por telas causa doenças oculares graves. Estudos internacionais, como o realizado pela Universidade de Melbourne, na Austrália, em parceria com pesquisadores da Universidade Monash e da Universidade de Londres, no Reino Unido, demonstraram que as lentes com filtro azul não têm eficácia comprovada na redução da fadiga ocular nem na prevenção de doenças oftalmológicas.

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Até mesmo práticas amplamente difundidas, como a “regra 20-20-20” que recomenda fazer pausas a cada 20 minutos olhando por 20 segundos para algo a 20 pés de distância carecem de respaldo científico consistente. No entanto, pausas regulares durante o uso prolongado de telas continuam sendo consideradas uma boa prática para o conforto visual, segundo o médico.

Já o uso de colírios sem prescrição é um risco real à saúde dos olhos. “Corticoides, por exemplo, podem levar ao aumento da pressão intraocular, causar glaucoma ou agravar infecções. O uso de lentes de contato também exige acompanhamento profissional, pois o uso prolongado e a má higienizaçãocausam infecções graves, como a ceratite microbiana”, ​esclarece​ .

“Cuidar da visão é uma atitude de prevenção que deve fazer parte da rotina, independentemente da idade ou da presença de sintomas. Com o avanço da medicina oftalmológica e a realização de exames periódicos, é possível preservar a qualidade da visão e evitar complicações que comprometem a saúde e o bem-estar ao longo da vida”, finaliza Dr. Luiz.

Sobre o CEJAM    

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

No ano de 2025, a organização lança a campanha “365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade”, reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).
Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

Informações à imprensa: 
Máquina 
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