Especialistas apontam critérios para avaliar projetos de altcoins em um universo com mais de 50 milhões de tokens e destacam setores como IA, tokenização e infraestrutura blockchain
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São Paulo, 10 de junho de 2026 – Embora o Bitcoin continue sendo a principal referência do mercado de criptomoedas, uma parcela crescente dos investidores tem voltado atenção para as altcoins, ativos digitais alternativos (não incluem Bitcoin e stablecoins) que já representam cerca de 27% do valor total do mercado cripto global, estimado em aproximadamente US$ 2,5 trilhões. O desafio, no entanto, está em separar projetos com potencial de crescimento daqueles que dependem apenas de especulação e ciclos de hype.
Segundo Pedro Fontes, Analista de Research do MB | Mercado Bitcoin, investir em altcoins exige uma análise mais profunda do que simplesmente acompanhar movimentos de preço. “O mercado conta hoje com dezenas de milhões de tokens, mas apenas uma pequena parcela concentra a maior parte do valor e da atividade econômica do setor. Por isso, entender os fundamentos de cada projeto é essencial para quem busca investir nesse segmento”, afirma.
De acordo com levantamento do MB, as 100 maiores altcoins concentram mais de 95% de todo o valor do mercado de criptomoedas alternativas, enquanto apenas as 10 maiores respondem por mais de 80% desse total. Esse cenário reforça a importância de priorizar projetos consolidados e com casos de uso claros.
O que avaliar antes de investir
Para ajudar investidores a navegar nesse universo, os especialistas do MB desenvolveram um checklist baseado em quatro pilares principais.
O primeiro deles é compreender se o projeto resolve um problema real. Soluções voltadas para pagamentos, infraestrutura financeira, tokenização de ativos e inteligência artificial tendem a apresentar maiores chances de adoção e sobrevivência no longo prazo.
Outro ponto importante é analisar a chamada tokenomics, ou seja, a dinâmica econômica do ativo. Questões como quantidade total de tokens, emissão de novas unidades e concentração da oferta ajudam a identificar riscos que podem impactar o preço no futuro.
A avaliação da equipe responsável pelo desenvolvimento também é fundamental. “No mercado cripto, promessas são abundantes”, explica Pedro.
Por fim, investidores devem acompanhar indicadores de crescimento do ecossistema, como expansão da base de usuários, atividade de desenvolvedores, liquidez, geração de receitas e adoção institucional. Esses fatores costumam indicar se o projeto está efetivamente ganhando relevância no mercado.
Ativos que concentram atenção do mercado
Entre os segmentos mais observados atualmente estão infraestrutura blockchain, finanças descentralizadas (DeFi), tokenização de ativos e inteligência artificial.
Nesse contexto, ativos como Ethereum (ETH), Solana (SOL), Hyperliquid (HYPE) e Virtuals Protocol (VIRTUAL) estão entre os projetos acompanhados pelo mercado por apresentarem propostas distintas e ecossistemas em expansão. O Ethereum permanece como principal infraestrutura para contratos inteligentes e tokenização; a Solana se destaca pela velocidade e baixo custo das transações; a Hyperliquid vem ganhando espaço como plataforma de negociação on-chain; e a Virtuals Protocol busca desenvolver aplicações voltadas para agentes autônomos de inteligência artificial.
Exposição deve respeitar o perfil de risco
Apesar do potencial de valorização, especialistas alertam que altcoins apresentam volatilidade significativamente maior do que o Bitcoin. Por isso, a recomendação é que a exposição total a criptoativos varie entre 5% e 15% do patrimônio do investidor, de acordo com seu perfil de risco. Dentro dessa parcela, as altcoins devem ocupar apenas uma fração da carteira.
Para investidores iniciantes, o MB sugere que até 25% da posição em criptomoedas seja destinada a altcoins. Já investidores com perfil intermediário podem elevar essa participação para até 35%, enquanto perfis avançados podem chegar a 50%, sem ultrapassar esse limite.
“Investir em altcoins não significa escolher uma moeda aleatoriamente esperando uma valorização rápida. O objetivo deve ser identificar tecnologias capazes de resolver problemas reais e construir valor ao longo do tempo. Os maiores retornos costumam surgir justamente quando o investidor reconhece essas oportunidades antes da maior parte do mercado”, conclui Pedro Fontes.
Sobre o MB | Mercado Bitcoin
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