Crianças pequenas concentram maior parte das notificações
Luana Ogiwara
Foto: Francinei Marans
Um novo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) revelou um crescimento expressivo dos casos de influenza na capital mato-grossense ao longo de 2026. O avanço da doença levou as autoridades sanitárias a reforçarem o alerta para a importância da vacinação, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.
Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, que analisou o período entre janeiro e o início de maio deste ano. Conforme o relatório, o município contabilizou 1.883 notificações de influenza A e B. Desse total, 1.454 casos foram confirmados entre moradores da própria capital.
O cenário representa um salto preocupante em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando haviam sido registrados apenas 290 casos entre residentes de Cuiabá. O aumento ultrapassa 400%, segundo a Vigilância Epidemiológica.
Especialistas da rede municipal apontam que a intensificação da circulação dos vírus respiratórios, somada à baixa procura pela vacina e à ampliação da testagem laboratorial, ajudou a elevar os números neste ano.
Enquanto os registros de gripe cresceram de forma acelerada, os casos de Covid-19 seguiram trajetória oposta. O boletim mostra queda próxima de 90% nas notificações da doença em comparação ao ano anterior.
A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que a influenza pode provocar complicações sérias, principalmente em crianças pequenas, idosos e pacientes com doenças crônicas. Por isso, a vacinação continua sendo considerada a principal ferramenta para reduzir agravamentos, internações e mortes.
Atualmente, as doses estão disponíveis nas 72 Unidades de Saúde da Família da capital para os públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Entre eles estão crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com deficiência permanente e pacientes com doenças crônicas.
Também podem receber a imunização profissionais da saúde, professores, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, integrantes das forças de segurança, militares, trabalhadores dos Correios, população privada de liberdade e outros grupos estratégicos.
O levantamento ainda aponta que as crianças de até 6 anos concentram o maior número de casos registrados em 2026, com 780 ocorrências. Em seguida aparecem pessoas entre 15 e 59 anos, com 535 notificações. Já entre idosos acima dos 60 anos foram contabilizados 133 casos até o início de maio.
Além das unidades de saúde, a prefeitura mantém vacinação domiciliar para pacientes acamados e pessoas com dificuldade de locomoção acompanhadas pelas equipes da atenção básica. A estratégia também inclui ações de imunização em hospitais municipais, UPAs e unidades da rede pública de saúde.































